Será que Akira valerá a pena?

É a pergunta que me faço e aos leitores do Power Cinema. O longa baseado no mangá de sucesso que teve sua expansão conhecida no Ocidente pele publicação de um longa animado nos anos 90 teve seus direitos adquiridos pela Warner que vinha, até então, fazendo o possível para tentar conceber um bom filme. Depois de tantos contratempos e mudanças eis que mais uma vez um diretor é escolhido para substituir os promissores irmãos Hughes e o escolhido foi o o desconhecido e pouco confiável (pelo nível das produções que encabeçou) Jaume Collet-Serra (Casa de Cera, A Orfã e  O Desconhecido).

Seguindo a escolha despretensiosa o filme teve seu orçamento de superprodução reduzido significativamente para  a escala de filme médio (mas que pode vir ser uma bomba) da casa dos $240 milhões para “míseros” $90 milhões. Depois de tudo isso é possível ainda crer que valerá a pena? A pergunta, agora, parece de fácil e óbvia resposta, a não ser que uma grandíssima surpresa se apresente, uma ideia genial está indo por água abaixo. Dessa vez, no entanto, não dá para culpar a Warner que vem tentando nomes para compor a produção há aproximadamente 2 anos sem sucesso. Ao que parece o estúdio cansou e resolveu jogar para cima e “seja o que Deus quiser”. Muito decepcionante…

A moto de Kaneda parece que já foi enviada para produção pela BMW e aqui seguem alguns trechos do que o designer comentou sobre a concepção de um dos ícones da trama:  “Já no meu primeiro dia de trabalho me pediram para redesenhar a moto. Fiquei horrorizado, como vocês. Em minha defesa, digo que mantive em mente a estética de Katsuhiro Otomo. Eu não queria sair muito do visual clássico. Entretanto, temos que concordar que uma reprodução fiel e real da moto de Kaneda ficaria um pouco kitsch”.

“Então a versão que eu criei é um pouco mais cheia e mais malvada. Os pneus e o motor são maiores, um pedaço da lataria foi removido para revelar as partes interiores. Kaneda era um membro de gangue que usava esses veículos como armas, então nós demos um visual mais batido e sujo, com riscos aqui e ali. Pela silhueta, você não teria problema em reconhecer que é a moto de Akira, mas à luz se revelam novos níveis de detalhes e texturas”.

Parece que o designer ainda é um reminiscente da intenção inicial da Warner e por isso, por sua declaração, podemos ver que conhece a obra e sabe o que está fazendo. Pelo menos a moto ainda dá para ter esperança…

Abraços desapontados Power!

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