X-Men: Primeira Classe

Título Original- X-Men: First Class
Título Nacional- X-Men: Primeira Classe
Diretor- Matthew Vaughn
Roteiro- Ashley Miller/Zack Stentz
Gênero- Aventura/Ação/Ficção
Ano– 2011

– Origens…

Não é só a origem do grupo X-Men que é tratada, mas, especialmente, a do Professor Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), num filme que conseguiu soerguer e trazer novas esperanças às produções baseadas nos quadrinhos Marvel pela Fox.

A boa notícia é justa e merecida, pois não há como negar que a obra ficou muito boa, superando as expectativas e mostrando, que quando se tem um trabalho feito com atenção aos detalhes e por pessoas dedicadas e envolvidas em trazer um bom conteúdo e não somente dinheiro e diversão sem sentido, é possível se conseguir uma boa adaptação, mesmo em situações adversas. O trabalho executado pelo diretor Matthew Vaughn trouxe o time de heróis mutantes de volta a ativa e uma euforia que havia sido perdida depois do péssimo X-Men 3 e X- Men A Origem: Wolverine.

Aqui temos a narrativa de como tudo começou. O que motivou tanto Charles, como Erik a serem o que o grande público presenciou na saga X-Men inicial. Aquele que iria se tornar o maior inimigo dos X-Men um dia fora amigo de Xavier e até chegou a compor o grupo, a primeira classe, antes de se desligar completamente e abraçar suas idéias radicais por completo. O antagonismo entre Magneto e Professor X sempre foi um dos pontos altos dos embates “filosóficos” nas tramas dos X-Men, aspecto completamente desperdiçado e ignorado nos primeiros filmes. Aqui teve sua importância e resultou em bons embates entre os amigos. Enquanto Charles acredita que os mutantes poderiam conviver com os humanos, Erik crê fortemente no oposto e suas convicções não são facilmente repelidas, pois as atitudes apenas comprovam o que ele assevera.

A verdade é que Magneto nunca superou o trauma da morte brutal de sua mãe e das atrocidades feitas contra seu povo durante o nazismo e isto sempre é reforçado durante sua vida com a constante presença de pessoas ruins ao seu redor. Xavier, ao contrário, teve uma vida tranquila e pôde desenvolver mais facilmente uma mentalidade pacifista e mesmo que, depois, tenha se deparado com vilões cruéis isso não abalou mais suas convicções, pois, sua experiência de vida já havia sido formada. O longa conseguiu de forma muito bem trabalhada construir esta relação e trazer a telona, com poucas alterações do que realmente aconteceu nos quadrinhos e dando espaço de sobra para que uma continuação possa ser executada mantendo o padrão deste.

Após todo o sofrimento passado nos campos de concentração Erik dedica sua vida a perseguir Sebastian Shaw (Kevin Bacon), seu algoz quando criança. Esta sua busca o faz se deparar num certo momento com o promissor estudioso de genética, Charles Xavier, bem como com sua irmã Raven/Mística (Jennifer Lawrence). Devido à similiridade de objetivos naquele instante eles unem suas forças com o governo americano, pois este vinha sendo ameaçado por uma figura obscura que contava com a ajuda de seres estranhos que pareciam mutantes.

É nesta realidade que eles conhecem Hank McCoy/Fera (Nicholas Hoult) cientista prodígio e também mutante e começam a buscar recrutas pelo mundo para contra-atacar as forças do inimigo desconhecido. Eles juntam Angel Salvadore (Zoë Kravitz), Sean Cassidy/Banshee (Caleb Landry Jones), Alex Summers/Havoc – sim, irmão do Scott Summers/Ciclope- (Lucas Till) e Armando Muñoz/Darwin (Edi Gathegi). Este time fica definido apenas com Mística, Professor X, Havoc, Erik, Banshee e Fera. Contra os inimigos Azazel (Jason Flemyng), Janos Quested/Riptide (Alex González), Emma Frost (January Jones) e o inimigo oculto.

A luta irá se desenrolar e no final o destino dos X-Men será selado, cada um seguirá seu caminho de acordo com a concepção que mais se identifica. O filme tem um ritmo excelente, com eventos bem encadeados e desenvolvidos, não há perda ou sobra de tempo, tudo é na medida certa, as cenas de ação estão bem ajustadas e coordenadas, a trilha sonora é um show a parte dá um toque especial ao filme e já é uma candidata a concorrer ao Oscar e outros prêmios, sem falar das ótimas interpretações de James McAvoy (duramente e injustamente criticado por alguns) e Michael Fassbender, além do convincente Kevin Bacon.

Tudo em X-Men: Primeira Classe foi feito com apuro e dedicação para ficar bem acabado, os defeitos nos efeitos especiais não parecem ser por erros técnicos, mas sim falta de um orçamento muito gordo para a produção e não é suficiente para depor contra a ótima apresentação geral. Alguns erros aqui e acolá no tratamento dos eventos podem chatear os mais exigentes, mas nada muito grave também ou que esmaeça o brilho de um dos melhores filmes de herói produzidos! Não percam!

Intensidade da força: 9,5

2 opiniões sobre “X-Men: Primeira Classe”

    1. Eu sempre tento escrever sem spoilar muito, mas às vezes posso me passar, mas vá com segurança que o filme é muito bom. O melhor de todos já feitos sobre os X-Men.

      Abraços.

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