O Poder e a Lei

Título Original- The Lincoln Lawyer
Título Nacional– O Poder e a Lei
Diretor– Brad Furman
Roteiro– John Romano/Michael Connelly
Gênero– Policial/Drama
Ano- 2011

– O poder da surpresa…

A decisão de dar uma chance a produção em questão foi puramente despretensiosa e curiosa. Primeiro por não esperar muito de um título com as premissas que este apresentava, segundo por ter Matthew McConaughey (Mick Haller) fazendo um papel diferente do típico galã de comédias românticas bobocas, coisa rara, mas que chama a atenção, pois o considero um bom ator, apenas demais despreocupado em levar a carreira mais a sério (opção de vida de cada um, respeito, mas sempre achei uma perda de oportunidades). Então a chance de poder conferir um trabalho do ator neste longa se provava importante. O resultado não poderia ser melhor.

O filme conta a história do advogado protagonista, especialista em direito criminal, Mick Haller. Ele já está separado da promotora Maggie McPherson (Marisa Tomei) quando os eventos começam a ser apresentados na história, mas uma análise geral acusa que os motivos foram desentendimentos em virtude de trabalho. Um sempre defendia os indiciados, o outro, os acusava. Apesar disso tinham um relacionamento muito bom como separados, até uma boa mensagem transmitida. O tema central gira em torno de um novo caso que aparece para Mick. Ele terá que defender Louis Roulet (Ryan Phillippe) que é suspeito de agressão e estupro a uma prostituta, mas se diz inocente.

Mesmo depois de Louis ter contado sua versão dos fatos, Haller não acredita muito, ainda que pareça tudo se encaixar. No decorrer dos acontecimentos ele descobre que nada é o que parece de fato e sucessivas situações perigosas se apresentam, dando uma dramaticidade, apreensão e até um leve toque de suspense que eleva o padrão de O poder e a lei para um bom patamar. Com um ritmo apurado, sem perder o toque de precisão, o filme te prende de uma maneira muito boa, mesmo que em alguns instantes te pareça previsível. Há sempre um às na manga e as sacadas são muito bem adequadas e aplicadas em pontos chaves da trama.

É por isso que uma grata surpresa se apresentou quando a sessão terminou. Uma ótima sensação de ter podido conferir um filme muito bom, diferente, bem dirigido, com boa cadência. As atuações estão interessantes, exceto de Ryan Phillippe que mostra porque não conseguiu sair do lugar na carreira. Nos momentos que se exige um pouco mais dele, decepciona, já Matthew McConaughey demonstra que tem mesmo capacidade para oferecer mais como ator e não o faz por pura opção, aqui ele está afiado com a personagem, consegue aliar muito bem o clássico jeito de galã que o notabilizou nas comédias românticas, mas sem perder o ponto. Quando é exigido mais nas cenas de drama ele convence, bem como nos momentos de tensão.

É um filme muito agradável e que pode ser uma opção e tanto para fugir da avalanche de filmes descerebrados. O balanço é sempre mais saudável, portanto está aí para você leitor uma ótima pedida.

Intensidade da Força: 8,5

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