Kung Fu Panda 2

Título Original– Kung Fu Panda 2
Título Nacional– Kung Fu Panda 2
Diretor- Jennifer Yuh
Roteiro– Jonathan Aibel/Glenn Berger
Gênero- Animação/Aventura/Ação
Ano- 2011

– Lutando contra a mesmisse 2…

Com um começo bem sucedido nas bilheterias, e até no meio crítico, era natural que houvesse uma continuação do longa animado Kung Fu Panda da Dreamworks. A história de um urso panda que luta kung fu, indo de encontro a toda a lógica da arte marcial que prega velocidade dos golpes e, por isso não compatível com os gordinhos deu muito certo na sua primeira empreitada, embora tenha sido ofuscado naquele ano pelo inesquecível Wall-E e a partir daí se questionou muito até onde poderiam ir as animações do estúdio contra a magia da Pixar. Desde então é visível o esforço da Dreamworks em dar um pouco mais de substância aos seus títulos, mas fica difícil explorar muito isso, quando a própria premissa já é vazia de largada.

A verdade é que nesta sequência eles conseguiram algo inimaginável! Melhoraram! Sim, este segundo filme é melhor que o primeiro e até com certa vantagem e, mesmo que tenha aquele tom exageradamente bobo e dispersivo, típico para crianças superativas, já se vê uma evolução na trama, um esforço em agregar valor ao trabalho. Dessa vez a China está ameaçada pela ambição do Lorde Shen, no passado uma profecia havia alertado que um inimigo “preto e branco” iria por um fim nos seus desejos e isso faz com que ele queira se antecipar pondo um fim em tal possibilidade. O inimigo viria a ser um panda e então ele extermina todos os pandas, ou assim imaginava.

Po, obviamente, é o inimigo que poria um fim em seus planos. Até aí a bobagem e infantilidade típicas reinam no enredo, porém, quando Po começa a se questionar sobre quem é e de onde vem é que as coisas começam a melhorar em Kung Fu Panda. A tentativa de se trazer aquele questionamento de que “o que importa é o agora e não o passado”, “quem faz você são os que partilharam sua história até ali e não quem a começou”, tudo isso é trazido a tona e tratado no longa, mas de uma maneira interessante, trivial, inocente, sem a profundidade vista nas produções da Pixar, mas que não se pode negar ter seu valor, especialmente neste caso. Na busca por respostas, Po, irá ter que defrontar o medo de descobrir o seu passado e enfrentar o seu presente ao mesmo passo que deve salvar toda a China dos planos do Lord Shen.

A animação evoluiu, há mais realismo, os cenários são coloridos e bem retratados, algumas piadas divertem, mesmo que sejam minoria. A participação mais efetiva do grupo de amigos do panda (Tigresa, Louva-Deus, Macaco, Víbora, Gaivota e até Shifu, dando uma de Mestre Yoda) ajuda a destacar um pouco menos o às vezes cansativo e repetitivo Po, com quase o mesmo repertório da produção anterior. No geral, tem-se uma obra convincente, bem trabalhada e que merece o seu voto de confiança, pois renderá bons minutos de entretenimento e “desestress“.

Intensidade da força: 7,5

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