Thor

Título Original– Thor
Título Nacional– Thor
Diretor– Kenneth Branagh
Roteiro- Ashley Miller/Zack Stentz
Gênero- Ação/Fantasia/Aventura
Ano- 2011

– Eu sou poderoso…

A chegada de Thor aos cinemas nacionais no último final de semana causou rebuliço, primeiro porque o filme é o primeiro grande blockbuster do ano, segundo porque é um filme de super herói que tem o selo Marvel, fato que já atrai bastante gente, terceiro porque a produção vem sendo bem cotada nos meios críticos com muito pouco dissenso sobre a boa qualidade do mesmo.

É com esta certa euforia que o longa metragem fez seu debut oficial em terras tupiniquins e o Power Cinema, rapidamente já foi conferir, claro! Para começo de conversa o que pode ser dito é que vale a pena, mas sem tanto oba-oba assim como se vem cantando por aí.

Uma coisa é fato: O filme é bom de verdade, outra, no entanto, é que ainda não chega perto de símbolos do gênero como Iron Man 1, Spiderman 1 e 2 e ainda perde, mesmo que por pouco, do Hulk de Edward Norton. Isso dispensando comparação com o clássico maior, The Dark Knight. Partindo destas premissas iniciais é possível se achar o ponto de coerência preciso para poder se assistir a obra sem se deixar levar demais e poder curtir de forma mais leve o que é trazido para a tela pela equipe técnica e elenco.

Ponto de destaque inicial: Thor! Sim, muitos questionaram a escolha do até então desconhecido Chris Hemsworth para o papel do Deus do Trovão da mitologia nórdica, mas o cara conseguiu encarnar com uma veracidade poucas vezes vista neste tipo de filme e merece aplausos. Ele deve ser a personificação precisa na mente de muitas pessoas.

Um ponto positivo também vai para Odin (Anthony Hopkins) que traz a força, severidade, carisma e, às vezes, frieza que se espera do “Pai de Tudo”. De resto, temos como bons destaques os efeitos especiais nas cenas de Asgard, o Destruidor ficou muito bom e a caracterização do figurino, quase sempre, fica como ponto de destaque.

O que fica devendo é o roteiro, muito fraquinho e raso e poderia ter sido muito melhor trabalhado se tivessem dado chance do filme ser mais longo. Conquanto fique devendo, não chega a comprometer, pois é sabido que esta aparição “solo” do super herói sempre foi super questionada e ficou parecendo que o próprio estúdio não quis arriscar muito dando destaque demais, porém, com a ótima repercussão que vem tendo (resta ver se a bilheteria será tão boa), seria natural anunciarem outra empreitada após o filme dos Vingadores. Aguardemos.

A história traz um pouco da origem do mundo mitológico de Asgard e sua relação com a Terra, além de mostrar o começo da vida dos irmãos Thor e Loki (Tom Hiddleston). A partir daí vem a ascensão do grande guerreiro do Trovão e seu martelo mágico, Mjölnir, até a sua expulsão do mundo dos Deuses por causa de sua arrogância e imaturidade. Na terra, ele vai conhecer Jane (Natalie Portman) e já desenvolverá certo afeto por ela, muito mal trabalhado, mas passável, visto que não é o mote principal da trama.

Os eventos irão discorrer e muitas surpresas aguardarão todos até que Thor possa reaprender o valor da vida e do que é ser realmente sábio. Colocando nestes termos parece que tudo é muito bobo e banal, mas nada disso é mal desenvolvido e por isso a estrutura fica bem composta

O balanço final é muito bom. Os defeitos em algumas cenas de ação que requereriam mais efeitos (como na terra dos Gigantes de Gelo que são escuras e corridas com pouco detalhamento) fica bem evidente que é mais um truque para se manter dentro do orçamento e não uma falha por incompetência, contudo atrapalha. A falta de um trabalho mais apurado de cada personagem deixa a desejar, os amigos de Thor são vistos de forma muito superficial e pouco contribuem.

Contando assim parecem muitos contras, mas o filme é muito bom e diverte bastante, não tem o ritmo excelente de Iron Man 1, ou a pancadaria desenfreada de Hulk (seria demais!), mesmo assim cumpre seu papel e merece sua atenção. O 3D nem merece sue tempo, pois foi convertido, então só assista neste formato se não tiver jeito. No mais, se renda ao poder do Deus do Trovão! “I’m the might…”

Intensidade da força: 8,0

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