Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Título Original- Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
Título Nacional- Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas
Diretor- Rob Marshall
Roteiro- Ted Elliott/Terry Rossio
Gênero- Aventura/Fantasia/Ação
Ano- 2011

– Navegando em águas perdidas…

Uma das maiores franquias cinematográficas recentes conheceu seu mais novo episódio e terminou de estrear nos cinemas nacionais neste final de semana. O novo filme de Piratas do Caribe, agora sem o parzinho romântico mais sem sal já concebido (Keira Knightley e Orlando Bloom), volta se focando mais em Jack Sparrow (Johnny Depp), além de Barbossa (Geoffrey Rush).

Como alívio feminino, temos Penélope Cruz como Angélica que faz o interesse amoroso, por assim dizer, do pirata mais carismático já concebido. Em meios a algumas decisões acertadas, outras não foram assim tão felizes e isso será tratado a seguir.

A história começa com Jack e Gibbs (Kevin McNally), seu primeiro imediato, em mais uma confusão, agora em Londres. Sparrow irá se enroscar mais uma vez, sempre dando seu jeito improvisado de escapar, mas sem aquele brilho de outros longas, fica parecendo que tudo não passa de reedições de outras armações do capitão pirata e tudo fica num degrau menor em termos de intensidade, apesar do esforço de Depp em deixar que tudo pareça empolgante. A confusão também se devia ao fato de uma pessoa estar se passando por Jack e recrutando marinheiros em busca de uma nova aventura fantástica, agora a Fonte da Juventude.

Numa de suas escapadas ele se bate com Angélica e descobre a realidade dos fatos que, mais uma vez, não são nada bons para o pirata. Abordo do navio do Barba Negra (Ian McShane) a quem tentam dar uma caracterização grandiosa e assustadora, mas que não chega nem perto dos vilões dos filmes anteriores (Barbossa e David Jones), eles vão em direção a ilha que guarda o segredo da Fonte. Agora a trama tenta ser mais focada, sem tantas reviravoltas sem sentido que marcaram negativamente o terceiro episódio, porém tudo é muito manso, tranquilo, não há a apreensão passada dos outros, não há aquela mínima dúvida, o real risco. Ficou tudo muito pastelão o que não combina com o jeito meio “epopéico” dos demais longas.

Entre outras reclamações dos fãs, muitos bateram que a franquia perdeu a mão e se deixou levar pela própria soberba, fato. Porém, a tentativa desta 4ª empreitada de minimizar isso, também diminuiu demais a escala, a começar pela ausência dos barcos. O navio do Barba Negra parece legal, mas não se vê nada do poderio de fato, o Pérola Negra, pela enésima vez está impossibilitado (não acham coincidência que justo o primeiro filme é o melhor e é o que o Pérola tem mais destaque?). O jeito assustador típico foi reduzido, talvez para agradar um público mais infantil, mas nessa onda perdeu a credibilidade. Ainda que haja aquele apuro típico das produções de Jerry Bruckenheimer o filme não ousou e na falta de coragem ficou medíocre demais.

O resultado é uma aventura banal, despretensiosa e até divertida em certos momentos, mas tudo é muito básico, previsível. A participação efetiva de Barbossa é pequena para o carisma da personagem, enquanto Angélica, embora com potencial, fica subutilizada quando a tratam como mais uma mulher frágil e incapaz na hora da decisão. O Barba Negra não convence como vilão, a história tem muitas pontas soltas, em suma, não existe memorabilidade na produção, uma pena. O longa teve boa estréia, melhor que Velozes e Furiosos, mas está sendo mal recebido no geral e é muito provável que despencará já na semana seguinte. É provável que ainda consiga bons valores de bilheteria, até porque tem opção em 3D (inútil por sinal), mas como filme deixou a desejar.

Intensidade da força: 6,0

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