Eu sou o Número Quatro

Título Original– I Am Number Four
Título Nacional- Eu sou o Número Quatro
Diretor- D.J. Caruso
Roteiro- Alfred Gough/ Miles Millar
Gênero– Ação/Ficção
Ano– 2011

Mix de tendências…

Baseado numa obra literária que parece ainda nem ter sido finalizada um dos longas em exibição nos cinemas nacionais “Eu sou o n°4” é mais uma daquelas histórias triviais que envolve poderes fantásticos, jovens descobrindo a emoção dos poderes, romances colegiais, piadinhas infames sobre o mesmo já batido cotidiano colegial americano, salvar o mundo e muito mais coisas das mais banais que você possa lembrar e associar.

O filme tem até uma proposta que podia vingar se fosse melhor trabalhada, tanto tecnicamente, como artisticamente pelo elenco envolvido que conta até com algumas figurinhas tarimbadas, entre elas a atriz do seriado Glee, Dianna Agron (Sarah) que faz o par romântico com o principal e péssimo Alex Pettyfer (John/n°4).

Tudo começa com um daqueles luaus e John despertando seus poderes “impressionantes” de brilhar no escuro pelas mãos, assustados os companheiros de festa se distanciam dele forçando-o a se mudar mais uma vez com seu protetor Henri (Timothy Olyphant), um dos poucos que se salva na produção. Numa atitude imatura do “herói” ele se muda a contra gosto mesmo sabendo que a raça responsável pela aniquilação de seu planeta natal perseguia os sobreviventes e também ameaçava o próprio planeta Terra.

A tentativa de fazer com que John seja um típico jovem americano “normal”, ao invés de assumir sua postura de salvador seria mais interessante se a interpretação de Alex Pettyfer ajudasse e se o roteiro escrito para ele também colaborasse.

A eterna dificuldade de se enturmar no novo ambiente ocorre e então ele conhece Sam (Callan McAuliffe), o nerd da escola, e Sarah que é a garota popular que agora busca redenção de suas decisões erradas, mas ainda conta com a perseguição do ex-namorado Mark (Jake Abel), outro tarimbado de produções teens “F” em Hollywood. Por este prelúdio de eventos já fica meio claro para o leitor que a missão de salvar o longa seria duríssima ou quase impossível e realmente é, piorando ainda mais pelas motivações que são abertas durante o desenrolar da trama que não poderiam cair ainda mais na vala comum.

A coisa só melhora lá pela 3ª parte final quando as cenas de ação começam a acontecer e a atuação do elenco fica em segundo plano, mas aí surge outro problema, a câmera “nervosa”. Só por esta última palavra muitos já saberão de quem falo e torcerão ainda mais o nariz para a produção. Sim, Michael Bay está envolvido e sua pior marca é bastante presente. Mesmo assim é possível encontrar diversão em algumas das cenas, muitas explosões, alguma dinâmica, especialmente quando a n°6 (Teresa Palmer) surge para dar um “ar” mais “bad girl” aos acontecimentos.

O resumo é fraco para “Eu sou o n°4“, um filme extremamente banal, simples, com alguns momentos medianos em cerca de 20 minutos de cenas de ação que ainda sofrem do problema técnico e, talvez por isso, o filme ainda não tenha conseguido se pagar, pelo menos até a última semana. Pelo visto no filme fica difícil se animar para ler o livro, pois apesar de contar com alguns elementos interessantes, as trivialidades são a tônica da história e, para piorar, ainda ambientada no cotidiano adolescente mais típico e repetido que é a juventude “torta” americana. Num momento de total vacância de bons filmes o longa pode render uma diversão mínima numa noite de desconto no seu cinema.

Intensidade da força: 4,0

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