Sem Limites

Título Original– Limitless
Título Nacional– Sem Limites
Diretor- Neil Burger
Roteiro- Leslie Dixon/ Alan Glynn
Gênero- Mistério/Suspense
Ano- 2011

– Não se deixe limitar a assitir…

Num primeiro momento é possível até se deixar iludir com a premissa de Sem Limites. Ele parece ser aquela típica historinha manjada de mistério, mas que se revela uma grande bobagem esperada no final. Nada disso. Primeiramente, o caminho optado aqui é inverso.

O longa apresenta suas cartas logo nos instantes iniciais quando apresenta o protagonista Bradley Cooper (Eddie Morra) em mais uma daquelas situações de auto piedade, autodestruição, sem saída e, para completar ficando completamente sozinho. Uma coisa curiosa é que nunca deixo de notar e me indignar com a fuga prematura das mulheres nestes casos, ainda mais quando o cara é uma pessoa bacana, apenas perdido. É triste, mas é fato.

A história prossegue até ele se reencontrar com um conhecido do passado (ex-cunhado), com direito até a uma piada infame, mas realista sobre a situação. Este cara apresenta a ele uma droga experimental que dizia aumentar a capacidade de uso do cérebro, bem bacana não? Receoso no começo, mas sem alternativas e com nada a perder, ele ingere o produto e se surpreende! Era real e funcionava!

Aqui então começam as aventuras do “novo” Eddie Morra! Ele fica mais disposto, relembra fatos antigos e que foram apenas meros flashes em sua vida e os utiliza com toda a intensidade. Em apenas um dia ele consegue fazer o trabalho de 1 mês! Ele corre mais uma vez ao conhecido para pedir mais e aí é que os problemas começam. O sujeito termina sendo assassinado, mas Eddie consegue seu suprimento de remédios e começa a pô-los em uso. Nada iria pará-lo!

A questão é que tudo na vida tem preço e obviamente este não seria um caso de exceção. Os efeitos colaterais surgem e, para completar, o protagonista se vê envolvido numa teia de interesses para lá de complicada, pois como não conseguiu se conter usou demais o produto e se destacou rapidamente, despertando atenção indesejada.

Some-se a isso o fato de que ele ainda foi com muita “sede ao pote” e também se misturou com alguns bandidos, ou seja, são inúmeros eventos que ocorrem ao mesmo tempo, mas sem que haja perda de relação o que contribui demais para a boa sensação passada quando se assiste.

O aspecto técnico está bem apresentado, as atuações são sólidas, Bradley é uma estrela em ascensão e vai conseguindo papéis que podem ajudá-lo a demonstrar seu potencial e aqui é um caso desse tipo. Ele rouba a cena completamente, ainda que tenhamos a boa presença de Robert De Niro (Carl Van Loon) e da mais nova queridinha do momento em hollywood, Abbie Cornish (Lindy).

Nada disso seria suficiente se o suporte técnico da direção, roteiro, edição, fotografia não contribuíssem para dar um ótimo tratamento à trama e fazer com que o espectador fique tenso e ansioso esperando o ótimo desfecho (adianto) que o aguarda ao final. É por isso que Sem Limites larga na frente em 2011 como o primeiro longa digno de menção e que já irá figurar na nossa lista de tops até que outros o desbanque.

Intensidade da força: 8,0

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