Rango

Título Original– Rango
Título Nacional– Rango
Diretor- Gore Verbinski
Roteiro- John Logan
Gênero– Animação/Ação/Comédia/Faroeste
Ano– 2011

– Muitas idéias mal executadas…

Quando vi o tease de Rango há uns 2 anos eu fiquei muito ansioso. O filme parecia que ia ser muito interessante, com um protagonista diferente, num ambiente diferente e com piadas diferentes, porém, o tempo foi passando e nunca mais vi um trailer ou tease do longa, mas a expectativa não diminuiu. A hora de ir assistir e conferir o resultado finalmente chegara, mas infelizmente não agradou o quanto se esperava. É mais uma daquelas histórias tristes, mas que se repetem muito em Hollywood; ótima idéia, mas muito mal aplicada. Rango, certamente também caiu nessa armadilha.

Tudo começa com um lagarto fazendo uma espécie de monólogo com coisas de casa como uma boneca, um aquário com um peixe de plástico, entre outras coisas bobas. Ele interpretava o papel de herói nesse teatro particular e solitário até que se descobre, por acidente, que está num carro, quando este passa numa rocha e solavanca atirando a gaiola do bicho para fora. O seu azar não podia ser maior, pois ele cai no deserto e cerca de 90% da comédia do filme se encontra nestes pós 10 minutos, em cerca de mais 10 minutos de corrida até a cidade mais próxima para se abrigar. A partir daí a linha escolhida é totalmente distinta do que fora apresentado no teaser, como se fosse outra idéia sobreposta praticamente.

Ele chega a um vilarejo com muitos bichos diferentes como ele, tamanduás, outros lagartos e até uma tartaruga como prefeito. Ali, todos sofriam com a falta de água. O protagonista é hostilizado fortemente na sua chegada, mas encontra uma fuga ao encarnar uma personagem e assim enganar todos. Daí as coisas começam a discorrer de verdade e as aventuras iriam começar. As referências e paródias a faroestes são muito marcantes e se destacam, porém tudo acaba aí. O longa é paradão apesar de tentar prender o espectador com algumas cenas de ação também inspiradas nos filmes de bang-bang, mas tudo é muito mal articulado e desenvolvido. O protagonista não cativa, os diálogos são chatos em sua maioria, as piadas deixam a originalidade inicial para caírem na vala comum, restando apenas a temática.

São estes fatores somados que fazem de Rango a primeira grande decepção do ano, para um longa animado que gerava certa expectativa e conta até com uma média elevada no IMDB e mais ainda no Rotten Tomatoes (estranhamente as pessoas de lá estão gostando, mas creio que vá ficar somente por lá, pois os comentários pós exibição na sessão não podiam ser mais desanimados e aborrecidos). Existe certa lógica na tolerância com as falhas na obra pelos críticos e público dos EUA, pois se trata de uma espécie de homenagem animada ao gênero de faroeste que nesse ponto cumpre bem seu papel, mas no resto falha miseravelmente.

O filme não é bom como ação, nem comédia, não traz personagens carismáticos, possui erros claros de continuidade, edição e direção como nos interlúdios da perseguição aos ladrões de água e também na sua fuga, o roteiro é pouco inspirado, principalmente no final. É uma salada total de influências e tendências, mas todas pessimamente gerenciadas o que resultou num produto fraco e decepcionante. A qualidade da animação é o que salva e se você leitor do Power Cinema estiver curioso por causa da abordagem distinta pode até dar sua chance, mas saiba que foi avisado!

Intensidade da força: 5,0

2 opiniões sobre “Rango”

  1. Interessante a crítica. Fiquei empolgado com o trailer, mas um amigo meu que assistiu no cinema também mencionou que não valia muito a pena.

    1. Pois é. O filme tinha uma proposta diferente e que podia dar muito certo, mas infelizmente pecou na execução, não é de todo ruim, mas longe de ser algo marcante e que valha muito a pena.

      Pelo menos já tivemos o lançamento de RIO neste final de semana e este sim ficou bem melhor acabado. Logo,logo estaremos publicando nossas impressões. Abraços e obrigado por participar.

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