O Besouro Verde

Título Original- The Green Hornet
Título Nacional- O Besouro Verde
Diretor– Michel Gondry
Roteiro- Seth Rogen/Evan Goldberg
Gênero- Ação/Comédia
Ano– 2011

– Convence como comédia...

Como filme de ação de super-herói nunca! Isso já era esperado depois de analisar alguns comentários a respeito do filme no exterior. O ator Seth Rogen foi questionado desde o princípio como escolha para interpretar o protagonista Britt Reid/Besouro verde, enquanto o seu parceiro Kato (Jay Chou) rouba a cena, não por suas habilidades expressionistas, mas pela interação curiosa da sua personagem com o protagonista, bem como sua própria participação no longa.

O grande problema é a inconsistência. O filme é corrido demais, não explica nada, tudo é jogado de forma aleatória na tela, sem muita lógica, ninguém entende as motivações das personagens. Fica tudo muito confuso e sem contexto, uma grande palhaçada. Convence legal em alguns momentos, mas noutros fica totalmente sem noção. Uma longa esquecível.

O jovem Britt Reid é frustrado com seu pai James Reid (Tom Wilkinson) e isso o faz se tornar uma pessoa inerte e sem objetivos na vida. Quando seu pai morre parece um alívio para ele, mas de repente ele resolve fazer algo e daí surge a idéia de ser um super herói. A idéia nasce sem nenhuma lógica, motivação e isso faz com que você se pergunte o porquê de tudo aquilo. Parece que tudo sempre é uma grande brincadeira, e ainda mais os motivos de Kato que ninguém sabe quais são, o que ele é, e porque aceita fazer parte de tudo aquilo. É muito despretensioso como tantas comédias que o ator Seth Rogen protagoniza e faz parte da produção, como neste longa.

O que salva são alguns momentos inspirados nas interações de Kato e Britt, a atuação de Christoph Waltz (Benjamin Chudnofsky) que faz uma personagem totalmente aloprada que tinha tudo para ser estúpida, mas encontra um carisma e uma coesão que se deve totalmente ao talento de quem interpreta. Como este cara é bom! A pobre Cameron Diaz (Lenore Case), sim ela participa, e mais uma vez é completamente desprezível sua participação. Como esta moça é ruim!

E assim é o filme: inconsistente, inverossímil, mas não por ser irreal, mas por ser sem explicação. Sabe aquele lance de que os caras não estavam a fim de trabalhar nada que requisitasse um pouco mais de trabalho? É o que ficou parecendo, tudo “a toque de caixa”, meio bagunçado e quem assiste fica se perguntando se é proposital ou não.

É difícil de medir até onde é possível encontrar o real balanço de Besouro Verde. O que posso passar ao nosso leitor é que vá ao cinema e assista e tire suas próprias conclusões. Há diversão no longa e não será um completo desperdício seja para você que gosta de comédias, ou para quem gosta de filmes de ação mais despretensiosos e que não se levam muito a sério. O longa tem um jeitão de filme B que dá para ver que foi proposital e há algum mérito nisso, pois ficou bem reproduzido, mas a farra da brincadeira ultrapassa o bom senso em muitos momentos e isso compromete o resultado final. É saber se a “picada” do besouro irá te contagiar ou te enervar!bes

Intensidade da força: 5,0

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