127 Horas

Título Original- 127 Hours
Título Nacional– 127 Horas
Diretor- Danny Boyle
Roteiro- Danny Boyle/Simon Beaufoy
Gênero- Biografia/Drama
Ano- 2010

– 127 horas em 95 minutos…

A tensão passada pelo drama vivido pelo americano Aron Ralston (James Franco) quando ficou preso na fenda de um Canyon nos EUA é o ponto alto da produção do diretor Danny Boyle que chegou aos nossos cinemas há algumas semanas. As notícias de que o grande momento do longa teria causado mal estar em certas pessoas é deveras exagerado, ainda que não deixe de ser dramático e inquietante para quem assiste.

É um spoiler bom de ser contado este, pois irá incitar você, leitor do Power Cinema, a ir assistir a este ótimo filme. Não há carnificina na cena, nada de jorros de sangue ou coisas do tipo, apenas tomadas rápidas aliadas a boa composição de sons que dá o toque intenso ao momento. As pessoas, como tudo na vida atual, tem a tendência de exagerar ao abordar fatos polêmicos.

O jovem Aron gosta de ser independente e viver livremente sem ter que dar satisfações a ninguém. Ele vive sem amarras e gosta de aproveitar os momentos de lazer junto à natureza praticando esportes radicais como rappel, montanhismo, mountain bike e coisas do tipo. É um típico aventureiro. O que ele não sabia é que esta vida aparentemente despretensiosa e que não trazia malefícios a ninguém iria cobrar um alto preço a ele, numa situação deveras inusitada e até mesmo surreal que te faz perguntar se Destino realmente é algo que não existe. A forma como o rapaz fica preso entre a parede da fenda e a rocha é impressionante e tão absurda que parece até mentira, mas não foi e isso é que faz tudo ser tão chocante.

O filme se passa quase todo abordando este drama temporal de Aron vivido brilhantemente por James Franco num papel que consolida de vez sua carreira no cinema de grande abrangência. Ele que já tinha sido indicado a vários prêmios por seu papel em Milk que surpreendeu muitos se consolidou definitivamente como alguém a ser observado com a indicação a outra penca de prêmios, como principal desta vez, incluindo o Oscar 2011. Ele mereceu as indicações. Ele está muito mergulhado na sua personagem e realmente retrata com intensidade impressionante todo o sofrimento passado durante as 127 horas que ficou preso. Além disso, o longa conta com a ótima direção de Danny Boyle que surpreendentemente não foi indicado ao Oscar 2011, mas conseguiu que seu filme emplacasse em outros prêmios.

O nível é superior e faz com que realmente o espectador mais atento reconheça os méritos de uma produção superior, pois não é nada fácil conseguir coadunar um drama tão focado sem deixar cair na armadilha da monotonia ou do melodrama. Isso se deve ao arranjo superior de edição, aliado com uma composição de sons muito bem ajustada que rendeu muitas indicações ao drama autobiográfico. O mais incrível foi Rubens Ewald questionar uma possível longevidade na carreira de James Franco, como se estivesse tratando de um ator de ponta de esquina. O cara já atuou em vários tipos de filmes, principalmente em Homem-Aranha, e isso é que às vezes nos faz perguntar: “Será que os críticos são tão sabichões assim?”. O que importa de fato é a qualidade da obra e esta é realmente de primeira e merece sua atenção. Então corra enquanto ainda está em cartaz!

Intensidade da força: 8,5

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