O Turista

Título Original- The Tourist
Título Nacional- O Turista
Diretor- Florian Henckel von Donnersmarck
Roteiro- Florian Henckel von Donnersmarck/Christopher McQuarrie
Gênero- Ação
Ano- 2011

– Quando os atores fazem a diferença…

Sabe quando o ator faz o papel ser bom? É o caso típico de “O Turista” filme de ação com Angelina Jolie (Elise Clifton-Ward) e Johnny Depp (Frank Tupalo) que aterrissou nos cinemas brasileiros no último mês. O filme tinha uma boa atratividade pelos trailers exibidos, mas vem sendo duramente atacado pela crítica especializada e o público (aí é quando preocupa…).

Eu me perguntava como isso poderia acontecer num filme protagonizado por dois bons atores, um deles quase unanimidade na atualidade. Já imaginando o que seria e, ao assistir, confirmei minhas suspeitas. O filme em si (roteiro, direção, continuidade e tudo mais) é muito fraco e ainda que parta de uma premissa interessante; mulher vai reencontrar marido safado (trambiqueiro) depois de 2 anos sumido, a realização da idéia é muito falha.

O longa segue aquela receita de bolo básica de filmes de comédia romântica com ação, mas retirando um pouco da comédia e do romance. Sim, é isso mesmo. A produção segue uma linha mais focada na ação, porém descontraída sem pirotecnismos, algo mais sutil e de bom gosto. Num primeiro momento que conferi as primeiras cenas no trailer eu já imaginei uma associação com Knight and Day, outra obra parecida no estilo de condução, porém completamente destruída também pelas péssimas atuações de seus protagonistas. Aqui a coisa é atenuada pelos atores, mas não dá para salvar tudo se a obra não colabora.

A elegante Elise recebe uma carta de seu marido, que estava sumido há cerca de 2 anos, pedindo para encontrá-lo. A polícia já seguia Elise e mesmo ela tentando disfarçar eles notam suas mudanças enquanto a espionam e descobrem qual o local do encontro. A partir de então vai começar um jogo de gato e rato em que Angelina fará de tudo para despitá-los e isso inclui usar o professor de matemática Frank Tupalo. O que ambos não esperavam era se envolver (ohhh!) um com o outro a ponto de Elise questionar-se sobre seu amor e Frank se arriscar para tê-la.

A pieguice é enorme e muito básica, chegando a ser ridícula e isso tira demais o interesse da obra. Some-se a isso o fato de que não há nada de muito interessante nas cenas de ação, o fato de ter sido escolhido um ritmo mais prosaico na verdade dá um efeito parado a trama e tudo fica muito previsível quando ocorre, não há espaço para surpresas, mais uma vez, desinteressando quem assiste.

O balanço final fica na média, infelizmente e por muito pouco não é para baixo, isto só por causa de Jolie e Depp que conseguem tirar leite de pedra em papeis mundanos dando alguma conotação interessante às suas facetas sem deixar descambar para o caricato. Missão particularmente mais difícil para Depp, visto que ele é o ingênuo na trama, o bobo e se a personagem caísse nas mãos de alguém inabilidoso seria daqui pra alí para perder o ponto do razoável.

Quanto à personagem Elise ela é tão simplória e previsível como mulher que chega a ser irritante, quando você pensa que alguma surpresa poderá sair ela te decepciona, mesmo se esforçando nas evoluções de elegância, fragilidade, dureza e romantismo bobo não dá para salvar completamente. É um daqueles longas para se assistir numa janela de falta de opções como a que apareceu agora. Ufa! Ainda bem que passou, pois a sequência das próximas semanas é de tirar o fôlego!

Intensidade da força: 5,0

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