Bravura Indômita

Título Original- True Grit
Título Nacional- Bravura Indômita
Diretor- Ethan Coen/Joel Coen
Roteiro- Ethan Coen/Joel Coen
Gênero- Faroeste/Drama/Ação
Ano– 2010

– No antigo Oeste, os fracos também não tem vez…

Ainda mais se cruzarem com o implacável agente federal (Marshall) Rooster Cogburn (Jeff Bridges), a impetuosa e destemida Mattie Ross (Hailee Steinfeld) e o fanfarrão, mas confiável Texas Ranger LaBoeuf (Matt Damon). Esta trinca de excelentes personagens e atores dá o tom marcante e forte da mais nova empreitada dos irmãos Coen a chegar aos cinemas e mais uma vez concorrer a uma penca de Oscars. Os caras são demais mesmo. Mesmo que o ritmo aqui seja um pouco mais leve, até pela presença da adolescente Mattie, a presença forte de Jeff Bridges aliada ao tom mais pretensioso de Matt Damon trazer uma experiência distinta de Onde os fracos não tem vez, porém mantendo a essência forte que dá a marca dos diretores/roteirista nos filmes deste estilo que produzem.

Quando o pai da jovem Mattie é assassinado impiedosa e futilmente por Tom Chaney (Josh Brolin) ela assume a liderança da família, não só nos cuidados com o funeral do pai, mas também com a vingança contra o malfeitor. Persistente e deveras audaciosa para uma jovem da sua idade, ainda mais naqueles tempos (ou não?), ela parte para contratar o mais impiedoso agente federal da região a fim de que tenha seu desejo satisfeito. Apesar da intromissão do agente LaBoeuf que também tinha interesse na captura de Tom por outro crime no Estado do Texas, isso não seria um fato que a impedisse de prosseguir com seu intento. Apesar de tentar se livrar da pequena num primeiro momento, ambos terminam se rendendo e permitem que ela os acompanhe na caçada ao fugitivo.

É nesta aventura que o trio irá se desentender, se aproximar e defenderem suas próprias vidas à caça dos bandidos, pois Tom Chaney fazia parte de um bando perigoso naqueles tempos. Tudo isso salpicado com ótima ambientação, uma fotografia precisa, continuidade impecável e cortes de cena quase imperceptíveis. A qualidade da fluidez de eventos se estende e quem assiste vê o desenrolar de tudo aquilo atento e preso, seja pelos diálogos extremamente ajustados, seja pela composição dos interlúdios que não deixa o longa cair na monotonia, algo muito fácil, pois se tem uma perseguição pura e simples, por um ambiente inóspito e quase deserto, composto apenas pelos três, muitas vezes apenas Rooster e Mattie, prato ainda mais cheio para escorregões no desenrolar

Contudo, nada disso ocorre, quem está atrás das câmeras tem o controle não só dos eventos, mas como os mesmo irão desenrolar e o fazem de maneira impecável. O que faz True Grit ser inferior a Onde os fracos não tem vez não é sua qualidade técnica, ou desempenho dos elenco envolvido, claramente nestes pontos o faroeste clássico é melhor que seu irmão mais moderno, mas a história. Por mais que os Irmãos Coen tenham tentado dar um toque sério e o mais autêntico possível isso fica praticamente inviável quando existe uma jovem adolescente entre os componentes. A armadilha do clichê interfere, mesmo que pouco, mas o suficiente para tirar um pouco do brilho e deixá-lo num patamar um pouco abaixo da produção iconizada por Javier Bandem e seu Anton Chigurh. Todavia, isto jamais seria suficiente para ofuscar esta grande obra e a recomendação é para você correr e assistir a mais este altamente nominado longa em cartaz.

Intensidade da força: 9,0

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