And the Oscar goes to…

– Oscar 2011. Um balanço geral…

Ontem foi a cerimônia do Oscar 2011. Que contou com a apresentação de Anne Hathaway e James Franco. Aqui já começa o primeiro adendo. Até onde o James Franco estava desinteressado ou estava apenas brincando com a platéia fingindo desinteresse? Me pareceu a segunda opção, embora muitos achem que não. Uma unanimidade é a jovem, bela e promissora atriz Anne Hathaway que roubou a cena com um carisma contagiante, não só pela sua beleza, como também pelo seu trabalho na noite de premiação. Ela conseguiu um balanço ótimo de descontração, alguma irreverência e a seriedade necessária quando se fez preciso. Ponto para ela!

A cerimônia foi interessante por 2 motivos. A obviedade extrema e a gafe monstruosa cometida pela vencedora do Oscar de figurino por Alice que foi repreendida exemplarmente pelo vencedor do Oscar de melhor música por Toy Story 3!

A obviedade já vem sendo a tônica da cerimônia há alguns anos e muito criticada no meio, mas é também o que caracteriza o certo respeito que se tem por ela. Tudo que é estável e mais previsível passa uma segurança maior e, por isso, mais confiabilidade. Até onde a pressão do meio jovem para que A Rede Social ganhasse mais prêmios deveria ser respeitada? Qual o limite do conservadorismo premiando o bom, mas não excelente O Discurso do Rei? São perguntas de difícil resposta, mas que poderiam ser contornadas com uma atitude dos membros da Academia. Coragem! É o que falta a eles. Que A Rede Social e Discurso do Rei não são os melhores filmes do ano isso não resta dúvida. Agora até onde isso seria suficiente para premiar outros candidatos? Talvez nos anos anteriores a pergunta ficasse sem resposta, mas não este ano.

Então vou aqui enumerar os prêmios que para mim seriam bem encaminhados e que não cederiam a pressões da mídia volátil ou do conservadorismo excessivo:

  • Melhor filme:

Vencedor: The King’s Speech

Coragem: Dar o prêmio a The Fighter, True Grit, Toy Story 3 ou 127 Hours.

  • Melhor Ator:

Vencedor: Colin Firth

Coragem: Javier Bardem ou James Franco

  • Melhor Atriz:

Vencedor: Natalie Portman

Coragem: Jennifer Lawrence ou qualquer outra

  • Melhor Atriz Coadjuvante:

Vencedora: Melissa Leo

Coragem: Essa ficou de bom tamanho. 😉

  • Melhor Ator Coadjuvante:

Vencedor: Christian Bale

Coragem: Ficou de bom tamanho também.

  • Melhor Diretor:

Vencedor: Tom Hopper

Coragem: David O. Russell

 

Vou ficar por aqui para não ser demasiado longo, mas acho que já deu para entender. O ano de 2010 foi bom para o cinema, os blockbusters foram fracos, mas em geral foi um período mais forte que o passado em termos de filmes de qualidade para que se abrisse espaço para escolhas menos prosaicas do que as que se deram.

O Oscar para Colin Firth foi um mais que óbvio prêmio de consolação da Academia pelo erro do ano passado como Ewald comentou. É um hábito da Academia que precisa terminar, pois termina retirando a chance de reais merecedores daquele ano vencerem o prêmio. A questão não é que ele não fosse merecedor, mas no panteão de escolhas que se tinha é bem óbvio que não era o melhor desempenho.

É isso aí gente.  Mais um ano se passou, mais uma premiação se encerrou, sempre haverá discrepâncias de opiniões, mas o que se tem por quase certo entre todos é que há necessidade de ousar um pouco mais e se desprender de certas amarras. Ex: preconceito contra blockbusters; prêmios de consolação; conservadorismos sobre certos tipos de filmes que devem ganhar sempre.

Como dito antes é importante se ter uma coerência, uma constância, isso gera mais confiança, mais segurança, mais respeito, porém priva demais as chances de obras realmente inovadoras e desafiadoras serem reconhecidas. Uma maior flexibilidade faria bem ao Oscar… seja mais como o Power Cinema! “Cinema levado a sério, sem ser chato!”.

É isso aí gente! Até o ano que vem!

Abraços Power!

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