Amor e Outras Drogas

Título Original – Love and Other Drugs
Título Nacional- Amor e Outras Drogas
Diretor- Edward Zwick
Roteiro – Charles Randolph/Edward Zwick
Gênero – Romance/Drama/Comédia
Ano- 2010

– Experimente esta droga …

É a melhor prescrição que posso passar para você leitor do Power Cinema que se interessa por uma “comédia romântica”. Apesar do filme ter mais momentos de drama do que comédia o contrabalanço é bem feito e não fica destoante ou exagerado. As atuações estão na média com Jake Gyllenhaal (Jamie Randall), Anne Hathaway (Maggie Murdock) e os demais que compõem o elenco cumprindo bem suas participações.

Aqui Jake faz o que de melhor sabe, ser um galã charmoso e encantador (olhado pelo prisma delas, claro). Sem brincadeiras ele está muito bem afinado com a personagem e nem se consegue saber quando um termina e o outro começa. Por outro lado, Anne Hathaway faz um papel de uma garota meio desajustada, porém com motivos bem forte para ser assim, sem falar das cenas picantes que agradam ambos os sexos.

O jovem Jamie é um bon vivant que vive apenas o momento sem se preocupar muito com mais nada em sua vida. Tem um emprego medíocre que lhe garante o necessário e acesso a muitas mulheres as quais ele não perde tempo em cortejar e facilmente conquistar. Pelo menos dessa vez se vê uma coerência num galã num filme do gênero. Ele resolve dar uma mudada na vida quando é despedido do emprego de vendedor de uma loja de eletrônicos e parte para ser representante de uma marca de remédios (no caso Pfizer). O seu charme aqui não funciona tão bem no começo, pois a maioria de seus clientes são do sexo masculino. Ainda assim ele consegue uma maneira de burlar as dificuldades, aprendendo com os exemplos ao seu redor.

Quando estava tentando convencer um importante médico (Hank Azaria/Dr. Stan Knight) de que seu produto realmente é melhor que o concorrente ele conhece a jovem Maggie se consultando e pedindo um prato de remédios. Ela tinha toda sorte de problemas, inclusive Parkinson, aos 26 anos, fato não levado muito a sério, mas que se reverte no centro do desenrolar da história. No começo, a investida se dá por parte de Jamie e, embora Maggie tente resistir ela sucumbe com o pretexto de que também queria apenas um sexo casual. O que parecia ser um prato cheio para ambos iria se mostrar uma armadilha e um teste de fogo para seus sentimentos.

Os dois se envolvem mais profundamente e começam a lidar com seus dramas, de um lado Randall nunca tinha se apaixonado ou se preocupado com alguém antes, do outro Murdock que evitava ao máximo se deixar levar nos relacionamentos por medo de se machucar. A trilha da história parece a mesma de todo filme no estilo, mas aqui existe um adendo importante; a doença. O Parkinson é o drama do filme e a prova de fogo para o casal e até onde o amor pode levar as pessoas. Por mais que o filme floreie a situação do casal protagonista ele não esquece completamente dos dramas reais das pessoas portadoras da doença e daqueles que são saudáveis e convivem com o doente. As indagações, provações que são postas à mesa durante a exibição, ainda que não sejam respondidas ou desenvolvidas à altura também não deixam de ser um outro lado da moeda que existe sim, por mais que sejam exceções.

É um longa balanceado e encorpado que foge do estereótipo típico do gênero que em certos momentos se apega a fórmula arraigada. O roteiro tem aquele script preso típico, porém consegue ganhar um pouco mais de conteúdo à medida que traz uma situação realmente importante dentro do âmbito da realidade do mundo, aproximando o espectador. Esse é o ponto forte e o que faz com que valha a pena o investimento de seu tempo e dinheiro em Amor e Outras Drogas.

Intensidade da força: 7,0

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