Incontrolável

Título Original – Unstopable
Título Nacional- Incontrolável
Diretor- Tony Scott
Roteiro- Mark Bomback
Gênero- Ação/Drama
Ano- 2010

– Descontrole emocionante…

Não é todo dia que se tem a oportunidade de ver um filme sobre trens e, mais que isso, que os trens estão descontrolados, em alta velocidade e tudo gira em torno de como pará-los. Este é o ponto chave da nova produção de Tony Scott que conta com Denzel Washigton (Frank), Chris Pine (Will), além de Rosario Dawson (Connie). Denzel já é figurinha tarimbada nos filmes de Tony Scott, enquanto Chris Pine ainda colhe os frutos de sua participação em Star Trek. O rapaz é bom ator e ainda bem que está tendo sua chance. Em sua participação na produção atua muito bem e faz uma parceria pouco convencional, mas bem afinada com um dos monstros do cinema.

O antigo funcionário Frank, bem como outros de seus colegas, estão sendo substituídos compulsoriamente pela empresa que administra os trens, por funcionários mais jovens e Will é um desses, com o agravante que se trata de um empregado com sobrenome influente e isso ainda piora o clima com os colegas veteranos. É com este clima pouco amigável que ele é recebido na empresa no seu primeiro dia e terá Denzel Washington como instrutor. Noutro lado um dos funcionários comete um deslize e termina deixando uma das máquinas escapar durante uma manobra de estacionamento, sem imaginar que as consequências seriam preocupantes depois.

Tudo parecia correr bem no primeiro dia de Will, a exceção das piadinhas de Frank e do rigor com seus erros, mal sabiam eles que o trem 777 estava vindo na direção oposta a deles, por causa do erro daquele funcionário. Os administradores tentam de tudo para parar o trem, mas ele é muito grande e está com uma velocidade muito alta e todas as tentativas falham. É aí que Frank tem a idéia de usar a sua locomotiva para parar o outro trem, contudo o primeiro plano é frustrado, mas isso não faz com que desistam e persigam mais uma vez a composição desgovernada.

O filme tem um ritmo mais próximo de outras produções de Tony, como Top Gun e Dias de Trovão, mas sem a emoção, carisma do primeiro e a ruindade do último. É um meio termo, primeiramente por se tratar de um ponto pouco abordado, trens e velocidade nos cinemas se resumem a uma ou outra produção tosca que nos acostumamos a assistir em sessão da tarde, o que não é o caso aqui.

Com uma interpretação boa de Denzel e um Chris Pine mais uma vez cumprindo bem seu papel e as mãos habilidosas de um bom diretor fica difícil crer que algo pode sair ruim. É o que acontece, é tudo muito bem ajustado, o filme é acelerado todo o tempo, sem pausas, marca registrada do diretor. A câmera meio próxima e com aqueles granuladinhos dão o toque típico do chefe por trás das câmeras e é nesse toada que se segue até o final.

A produção se resume muito a isso, o que já era de se imaginar. Ainda que Tony tenha tentado dar um corpo a mais ao roteiro com a presença das famílias dos protagonistas isso não ajuda, nem atrapalha serve um pouco para descansar a tensão de certos momentos. Os momentos em que Galvin (Kevin Dunn), vice-presidente de operações, aparece são muito bons e servem para dar aquele velho tapa nas empresas e suas políticas de lucro acima de tudo, não importando as consequências. É um filme divertido e bem executado, não se sobressai muito em nada, tampouco deixa a desejar, mas tem o bom apelo dos trens para atrair o público e para quem gosta de coisas pouco convencionais, mas cheias de ação e emoção. Vale o ingresso.

Intensidade da força: 7,5

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