Enrolados

Título Original- Tangled
Título Nacional- Enrolados
Diretor- Nathan Greno/Byron Howard
Roteiro- Dan Fogelman/Jacob Grimm
Gênero- Animação/Comédia
Ano- 2010

– Enrolaram-se…

Quando resolveram por de última hora Luciano Huck para dublar a voz do protagonista masculino Flynn Rider. O trabalho ficou péssimo e comprometeu demais a impressão final sobre o longa. “Como assim?” Poderiam perguntar. Imaginem um ator que não interpreta suas cenas, não transmite as emoções correspondentes de acordo com a situação, aquele cara tipicamente Steven Seagal, mas que ao menos salva alguma coisa lutando, mas neste caso quem se movimenta é uma projeção computadorizada e todo o restante seria transmitido pela voz? É isso. O desastre que ficou a voz do apresentador brasileiro no herói do filme.

A história é bem divertida, muito bem montada, remete aqueles padrões Disney clássicos de produções de princesa, acompanhados por músicas (que insistem em traduzir derrotando também a impressão).O material é bom, mas muito mal executado na localização o que terminou estragando tudo.

A história é a mais simples possível, mas por ser bem contada e trabalhada traz um impacto bem mais interessante aos eventos. A jovem Rapunzel vive presa numa torre, pois possui cabelos mágicos e, ainda criança foi raptada por aquela a quem chama de mãe depois de adulta. A história se passa a partir do momento em que completa 18 anos e seu interesse pelo mundo exterior ainda fica mais forte. É então que ela conhece o jovem Flynn, fugindo de uma perseguição, pois roubara uma tiara do castelo do reino. Sem saber para onde ir ele termina se deparando com a torre em que Rapunzel se mantém cativa e sobe para tentar se esconder, não imaginando que havia alguém lá. A garota assustada surpreende o rapaz e o nocauteia, para depois tentar convencê-lo a tirá-la dali.

A aventura discorre desse momento em diante. A busca de Rapunzel pelas lanternas que eram liberadas todas as noites do seu aniversário e Flynn tentando reaver a tiara que ela escondia. Obviamente as coisas não correm como ambos imaginam e muito mais eles irão descobrir um do outro e entre eles, tudo isso sempre acompanhado de pequenas canções, horrivelmente traduzidas para a nossa língua e pessimamente interpretadas também. A dublagem não compromete somente no trabalho de Luciano Huck, mas a intérprete da princesa, figurinha já tarimbada nestes trabalhos, não parece ter sido a escolha mais ajustada para a personagem, de resto estão na média.

O estilo Disney está bem presente neste longa, numa forte tentativa do Estúdio em mostrar que pode fazer bons trabalhos também em 3D. Ficou legal sim, mas nem perto de Princesa e o Sapo, por exemplo, não só como história, bem como pela arte do 3D x 2D. O formato tradicional ainda tem força e não serve tão bem para histórias mais comuns como a de Rapunzel, aqueles brilhos, fluidez marcantes do 2D, não ficam tão vivos no 3D. A tentativa não é de todo ruim também.

O filme é ideal para as crianças e garotas, restringindo um pouco a diversão dos garotos, mas não muito, pois o protagonista atende bem no contrapeso para o público masculino, a jovem princesa não é tão boba, mas aquela essência feminina é bem presente e irrita em certos momentos. Contudo é uma produção agradável de ser ver, com bons momentos de diversão (em sua maioria apresentados pelo cavalo, sapo/camaleão e os ladrões, em especial o velhinho/anjo). O que prejudicou mesmo foi a dublagem, mas não fosse isso, com certeza alguns defeitos seriam minimizados a ponto de serem imperceptíveis. O 3D é o básico de sempre e dá conta do recado, mas não é imprescindível. Uma pedida muito boa para divertir-se em família ou com seu par.

Intensidade da Força: 7,0

Deixe seu comentário