Tron – O Legado

Título Original- Tron: Legacy
Título Naiconal- Tron – O Legado
Diretor– Joseph Kosinski
Roteiro- Edward Kitsis/Adam Horowitz
Gênero- Ficção/Ação/Aventura
Ano- 2010

– Uma explosão sensorial…

Não vá assistir pensando num filme com um roteiro intrincado, com rebuscadas nuances na história, personagens profundos e um objetivo grandioso. Não. O objetivo do longa é mais simples, prosaico, mas muitíssimo bem executado e feito para o grande público.

Engraçado é a certa idolatria presente em alguns meios críticos de endeusar a aventura de 1982, sendo que este provavelmente ficará abaixo da sua sequência no gosto do público, pois a média das notas até agora atribuídas é bem maior a esta continuação. Confesso que tentei assistir o primeiro novamente para me relembrar da história e do nível como filme desta produção, mas não pude. Falta de opções de qualidade para conferir um filme antigo e que usa uma temática mais voltada para a ficção. Então esta análise focará na nova aventura.

O filho de Kevin Flynn (Jeff Bridges), Sam Flynn (Garrett Hedlund), agora crescido, ainda se recente do sumiço inexplicável do pai no passado e até hoje não lida bem com a situação. Adota um estilo de vida mais rebelde, deixando o império do pai a mercê de outras pessoas, sabotando a empresa quando acha que está fugindo dos seus ideais. Numa destas armações ele é capturado pela polícia, para em seguida ser libertado, contudo isso foi o pretexto para que o amigo do seu pai no passado Alan Bradley (Bruce Boxleitner) aparecesse para tentar por algum juízo na cabeça do seu quase adotado. Aproveita a ocasião e conta que seu bipe recebeu um contato e desconfia que tenha sido o pai de Sam que teria feito. Sem acreditar muito o jovem se dirige ao local de trabalho usado pelo seu pai no passado e ao mexer num dos computadores termina sendo teleportado para a “Grade”, assim era chamado o mundo digital criado por Kevin.

Chegando lá ele termina sendo capturado por seres estranhos e é colocado num jogo, de vida ou morte, para depois disso ter a surpresa de ser apresentado a quem pensava ser seu pai, mas de fato era Clu, um programa idealizado por Kevin para ajudá-lo a construir a “Grade”. No entanto, Clu havia se rebelado, interpretado mal as diretrizes de seu criador e aterrorizava a Grade, pondo o pai de Sam no exílio, num local de difícil acesso. Sam então é resgatado, quando prestes a morrer, por Quorra (Olivia Wilde), outro programa que estava ao lado de Kevin. Eles finalmente se reencontram e resolvem por um fim ao reinado distorcido de Clu. Enfrentarão para isso muitos desafios e perigos em sua jornada.

O filme é um espetáculo visual, O 3D (mesmo utilizado em Avatar) é fantástico, ainda que menosprezado por algumas pessoas que estão mal acostumadas a enxergarem o 3D apenas como aquele efeito responsável por lançar coisas na tela. Em Tron a coisa é mais requintada, elegante. O 3D é responsável pelo efeito de profundidade, mas poucas vezes visto executado com tamanha maestria. É aquele visão 3D do cubo, só que retratada na telona, algo realmente muito impressionante e que deverá render o Oscar neste quesito ao longa.

Outro ponto alto é a trilha sonora (liderada por Daft Punk, que até dão as “caras” numa certa cena) muito bem adequada e preparada. O filme contém alguns defeitos de edição e continuidade, mas que não chegam a comprometer. A maior crítica é ao roteiro, mas aqui fica uma lembrança. Avatar é um primor de roteiro? Sabemos que não. Sim, está num patamar superior, mas não é nada demais. Então se trata de pura implicância com o fato do filme ser um puro blockbuster mesmo.

Então se você quer assistir um filme que marque os seus sentidos dê uma chance a Tron – O Legado. Assista em 3D, se tiver Imax em sua cidade procure esta opção, garanto que valerá o investimento. São estas produções que justificam o uso da tecnologia e comprovam que vale muito a pena, se bem utilizada. Com certeza é um dos destaques do ano, não traz o nível de inovação marcado por Avatar, mas deixa sua marca sem dúvidas, uma pena que a recepção tenha sido morna e, mais uma vez outra produção não conheça mais continuações por conta disso (mas mereceria).

Por ser da Disney a situação se agrava ainda mais, com um orçamento estimado em 300 milhões a coisa fica mais complicada. Resta torcer para que mantenha a toada da estréia por mais umas 2 ou 3 semanas aí sim será possível crer numa continuação, embora sem ter muito como, porém quando os estúdios querem isso é possível. Eu realmente gostaria de ver a “Grade” no esplendor 3D que Tron – O Legado apresentou.

Intensidade da força : 8,5

Uma opinião sobre “Tron – O Legado”

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