Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme

Título Original- Wall Street: Money Never Sleeps
Título Nacional- Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
Diretor- Oliver Stone
Roteiro- Allan Loeb/Stephen Schiff
Gênero- Drama
Ano- 2010

– O dinheiro é tudo?

O filme ganharia muito mais pontos se fosse mais realista com relação a isto. Eles tentaram nessa continuação trazer uma visão mais leve com relação às pessoas que trabalham em Wall Street, uma ótica que às vezes não existe, ou é tão insignificante que nem vale a pena mencionar. Os caras ali são dos piores tipos de gente realmente. Eles passam por cima de tudo e todos para conseguir o que querem, seja por causa do jogo de poder, seja porque gostam do dinheiro que podem ganhar, de uma forma ou de outra o dinheiro sempre é a questão. Oliver Stone resolveu dar uma atenuada e um filme que era para ser duro, como é de costume do diretor, fugiu bastante disso, talvez por medo já que suas últimas produções foram todas muito criticadas pela narrativa pesada e fria.

Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da prisão depois de 8 anos e percebe que não há ninguém esperando por ele. Sua filha o culpa pela morte do seu outro filho e resolve desprezá-lo até o fim. Magoado, mas não derrotado ele segue a vida, contando suas experiências de vida em palestras e num livro.Ainda no primeiro filme ele é preso e condenado e, assim como no Brasil, não convive muito bem com esse fato, pois ser preso por este tipo de crime nos EUA parece ser tão raro quanto aqui. Em pleno momento de crise de 2008 ele está ali, tentando passar sua vivência aos futuros empreendedores e soltando bastante veneno no mundo corporativo financeiro e seu sistema de gestão arcaico que precisava se reinventar para se adaptar aos novos tempos.

É nessa realidade que o jovem Jake Moore (Shia LaBeouf) também se via as voltas numa empresa de financiamento, tentando adotar uma postura distinta perante aquele mundo sujo de Wall Street. Ele queria usar suas habilidades de investidor em alternativas que trouxessem não só lucro como também benefícios reais para a sociedade e por isso tentava investir num pesquisador que estudava uma alternativa energética revolucionária que utilizaria a água do mar e lasers. A crise chega avassaladora e muda a vida de todos, entre eles o dono do banco que Jake trabalha, Louis Zabel(Frank Langella), que em meio a toda aquela pressão e podridão do meio de investidores de grande porte, cede a pressão e termina se suicidando.

A vida de Jake entra em parafuso e é nesse momento que ele vai ao encontro de Gordon. Sem que sua noiva Carey Mulligan (Winnie Gekko) saiba, pois ela culpava o pai por todos problemas que ela teve/tinha até então. Num primeiro momento estabelece-se uma relação de troca entre Jake e Gordon, ambos tinha interesses mútuos em certos pontos, enquanto em outros, se completavam. A partir daí os eventos discorrem de forma bem prosaica e o que era para ser marcante/impactante na sucessão dos acontecimentos cai numa vala comum que compromete demais o filme.

O pobre Shia LaBeouf é fraquinho tadinho, apesar de não ser a pior coisa que existe no mundo, como muitos gostam de pintar. O mesmo se segue com sua noiva sem sal, desequilibrada e fraca Winnie. Quem se salva no longa, em termos de interpretações (que é basicamente o que se analisa neste tipo de produção) são Michael Douglas, Josh Brolin (Bretton James) e Frank Langella, que mesmo numa ponta, demonstra mais uma vez sua força.

No mais, temos um filme meio morno, previsível, que tinha tudo para ser o oposto, mas por fraqueza de Oliver não seguiu essa linha e preferiu não arriscar. Uma pena, mas ainda assim é um bom filme pela temática pouco usual, com alguns bons momentos de piadas ácidas contra o mundo dos investidores aqui e acolá e algumas cenas que podem ser reveladoras para alguns que aceitam a verdade, para outros podem nada representar. Diverte sem maiores considerações.

Intensidade da força: 6,0

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