Predadores

Título Original– Predators
Título Nacional- Predadores
Diretor- Nimród Antal
Roteiro- Alex Litvak/Michael Finch
Gênero– Suspense/Ficção/Ação
Ano– 2010

– Finalmente acertaram a mão…

Depois de muito surrarem a pobre franquia (se é que dá para chamar disso, visto que só o primeiro longa é bom de verdade) resolveram usar uma equipe mais competente para conduzir os rumos dessa nova produção com a temática nos aliens caçadores mais temidos do universo hollywoodiano. Com dois tristes filmes na séria Alien x Predador, finalmente se resolveu parar de inovar demais e resolveram dar uma chance a uma temática mais simples, porém eficiente que remonta ao primeiro longa protagonizado por Arnold Schwarznegger. Ainda que não consiga passar toda a tensão presente no original, os momentos aqui são muito mais interessantes do que em todos os demais filmes já concebidos agregando um ótimo valor ao resultado final.

O filme já começa movimentado, com os eventos correndo a mil por hora, deixando o espectador, propositadamente, um pouco atordoado com tudo aqui. Pessoas vão caindo do céu numa floresta que lembra as matas tropicais e não sabem porque estão ali. Ao final de alguns instantes uma espécie de grupo está composto sob a liderança de Royce (Adrien Brody) que faz um tipo no começo, mas termina assumindo esse posto meio que por falta de opções melhores. O grupo conta ainda com Isabelle (Alice Braga), Edwin (Topher Grace), Stans (Walton Goggins), Nikolai (Oleg Taktarov), Cuchillo (Danny Trejo) e mais outros dois componentes, um japonês e outro africano. Todos eles são de origem militar ou relacionados com combate, a exceção de Edwin, e inicialmente eles deixam essa diferença passar, mas depois a verdade será revelada.

Ainda atordoados e tentando entender o que acontece, o grupo parte floresta adentro em busca de maiores revelações que os ajudem a entender. O problema é que logo, logo eles são ferozmente atacados por seres estranhos (uma espécie de cachorro, mas meio mutuante) e se dão conta que estão ali sendo caçados e estão usando contra eles táticas de guerrilha para amedrontá-los. Depois de andarem e perderem alguns membros do grupo eles descobrem que estão num outro planeta e que os seres que os caçavam empregavam muitas tecnologias que os beneficiavam. Ao se debaterem com um dos inimigos, Isabelle reconhece-o se recorda de uma história do passado (remonta a Predador 1). É nesse clima de embate que os eventos discorrem e a condução dos eventos é muito bem construída por quase todo o longa.

A parte técnica do filme é bem feita no geral. As cenas ficaram bem críveis e com aquele toque de crueza típica do ambiente da floresta. O roteiro é um pouco aberto demais e tenta minimizar as explicações com as simples menções à história do primeiro filme Predador. Alguns elementos ficam muito no ar e isso pode não agradar, tanto por ser visto como uma falta de criatividade do roteiro, como por poder se tratar de preguiça em se buscar maiores explicações acerca dos acontecimentos. O filme consegue passar mais suspense e até consegue lembrar com alguma propriedade o ótimo longa protagonizado por Arnold.

Como sempre nem tudo são rosas. Há também alguns defeitos chatos em Predadores que não se resumem a meras falhas de roteiro. Há inconsistências importantes em certas cenas (como quando eles estão aguardando com armadilhas montadas para os predadores), em outros momentos há falhas na concepção dos monstros, seja por falhas nas cenas de CG ou mesmo na composição de movimentação deles, tanto que a cena de ação mais intensa sempre é bastante entrecortada numa tentativa de ocultar alguns defeitos nesse sentido. Adrien Brody ficou surpreendentemente bem no papel, o mesmo se pode dizer de Alice Braga, já os demais são apenas compositores e estão lá para morrer. Até mesmo algumas surpresas são previsíveis demais (como a mudança de atitude do protagonista), mas nada disso é suficiente para apagar a boa impressão final deixada e sensação de que o caminho para continuações está traçado e se for bem aproveitado nas próximas edições poderá render ótimos frutos não só para a gananciosa Fox, como para os espectadores.

Intensidade da força: 6,5

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