O Aprendiz de Feiticeiro

Título Original- The Sorcerer’s Apprentice
Título Nacional- O Aprendiz de Feiticeiro
Diretor- Jon Turteltaub
Roteiro- Lawrence Konner/Mark Rosenthal/Matt Lopez
Gênero- Fantasia/Aventura/Ação
Ano- 2010

– Misture o que tem de bom em Harry Potter com…

Aprendiz de Feiticeiro e você teria “O FILME !” de magia jamais feito! Coloquem a dinâmica, efeitos especiais, carisma de Balthazar Blake (Nicolas Cage) e Alfred Molina (Maxim Horvath) com o talento de Voldemort de Harry Potter e já seria um grande passo. Coloquem uma pitada do rico enredo de HP e escolham melhor os aprendizes e pimba! Essa seria a fórmula “mágica” para que esse tipo de produção desse totalmente certo. Depois dessa introdução você já sabe que falta a Aprendiz a riqueza do mundo de HP, um bom ator protagonista e um vilão de verdade na trama. Eu poderia encerrar minha resenha aqui… Mas, vou falar um pouquinho mais.

O longa usa a idéia de Merlin(James A. Stephens) para construir suas bases de história. No passado, seus aprendizes Balthazar, Horvarth e Veronica (Monica Bellucci) lutaram juntos até que uma rival de Merlin, Morgana le Fay (Alice Krige) se revelou e quis tomar um encanto poderoso para realizar objetivos malignos. Todos morreram, exceto Balthazar, que ficou incumbido de buscar o “primeiro merliano” que seria o único capaz de derrotar Morgana e libertar o mundo de sua presença, mesmo que ela estivesse presa numa boneca depois da luta contra Merlin.

Passam-se centenas de anos e Blake está nos tempos contemporâneos e finalmente encontra quem tanto procurou. Uma figura improvável (como sempre costuma ser), o jovem Dave (Jay Baruchel). Acontecem novos contratempos e agora Balthazar também fora aprisionado por mais 10 anos. Esse tempo se passa e tanto Blake como Hovarth escapam de uma espécie de prisão. Cada um irá tentar cumprir seus objetivos. A história irá girar basicamente nisso até o final.

A marca de Jerry Bruckenheimer está lá como em todas as suas produções. Uma aventura fantástica, com efeitos especiais muito bem feitos, uma dinâmica de roteiro sempre muito rápida que não deixa o espectador se distrair em nenhum momento. Ingredientes que fizeram Transformers e Piratas do Caribe virarem marcas do cinema atual, porém, há dois lados nessa moeda. Jerry (que sempre controla muito tudo que produz) nem sempre acerta na escolha dos elementos que irão fazer parte de suas empreitadas. Aqui não é diferente. A opção por Jay Baruchel, ator conhecido por sempre fazer comédias juvenis “imbecilóides” sendo o mais topeira de todos, foi a mais desacertada possível. Ainda que quisessem uma personagem “nerd” para ser o “primeiro merliano” existiam inúmeras opções melhores do que Jay. Ele é a pedra no sapato em todo o longa.

Até mesmo na reta final ele não convence e não consegue deixar os trejeitos excessivamente tolos que o notabilizam em suas interpretações, nem mesmo Nicolas (finalmente fazendo um papel bom) e Alfred (sempre bom) salvam o filme da mediocridade. Apesar de não apresentar aspectos graves na parte técnica, o filme é fraco em termos de roteiro e parece que tudo foi construído meio às pressas e ficou muito mal explorado. Ainda não consigo entender como se investe tanto numa obra ($200 milhões) e depois reclamam que não está indo bem nas bilheterias. Ora? Do que adianta gastar se gasta mal? Esse é o grande vacilo de Aprendiz de Feiticeiro, mas que ainda tem seus méritos e consegue entreter como algo passageiro e leve. Uma pena. Poderia ter sido muito mais.

Intensidade da força: 6,0

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