Fúria de Titãs

Título Original- Clash of Titans
Título Nacional- Fúria de Titãs
Diretor- Louis Leterrier
Roteiro- Travis Beacham/Phil Hay
Gênero- Ação/Aventura/Fantasia
Ano- 2010

– Enfurecedor…

A expectativa por Fúria de Titãs já era baixa antes mesmo do longa desembarcar nos cines nacionais, isto porque o novo filme de Louis Leterrier já vinha sendo cruelmente avacalhado pela crítica especializada e também por espectadores ao redor do mundo onde já tinha estreado. Ainda assim “a esperança é a última que morre” e a chance de que os críticos estivessem exagerando na esculhambação perdurava. Infelizmente a fúria dos críticos e fãs se faz justa dessa vez, coisa bem rara de acontecer diga-se de passagem. O filme é muito fraco e pouco inspirado e ainda conta com graves defeitos técnicos que comprometem toda a experiência. Veja mais nas linhas que seguirão.

A história dos deuses gregos é o que se busca contar em Fúria de Titãs. Os deuses do Olimpo como Zeus (Liam Neeson), Hades (Ralph Fiennes), Poseidon (Danny Huston) entre outros e as repercussões dos atos desses deuses na terra e no meio dos humanos que na história é representado por Perseu (Sam Worthington). O mais frustrante de tudo isso é ver bons atores sendo completamente desperdiçados numa produção feita sem nenhuma inspiração, dedicação ou interesse por quem produz e dirige. Os humanos estão cansados da ditadura dos deuses em suas vidas e buscam se libertar iniciando uma espécie de rebelião. Isso desperta a ira dos titãs contra as pessoas e Hades surge para liderar o contra-ataque aos infiéis. Nessa confusão Perseu é pego e seus pais são mortos, mas ele não tinha noção de quem era exatamente, apenas sabia que as pessoas que o criaram não eram seus pais biológicos.

O Olimpo lança um alerta aos humanos para sacrificarem a bela Andrômeda (Alexa Davalos) e assim evitar a fúria do Kraken que poderia dizimar tudo e todos. Este ser concebido por Hades havia ajudado Zeus a derrotar seu pai Cronos e assim conseguir o reinado na terra. Enganado, Hades foi lançado para governar o submundo e Poseidon os mares. Falando em Poseidon… A ponta desempenhada por ele é tão pequena que chega a ser vergonhosa e já destaca como as coisas vinham sendo conduzidas nos sets. Um time de guerreiros é assinalado numa missão para encontrar uma forma de derrotar o Kraken e nesse momento todos já sabem que Perseu é filho de Zeus e o forçam a ir. Alguns mercenários se unem ao time sob a liderança de Draco (Mads Mikkelsen) e partem na perigosa aventura.

Durante o caminho eles enfrentam escorpiões gigantes, se deparam com seres esquisitos que são conhecidos como feiticeiros do deserto e conhecem umas bruxas meio monstro que contam a eles como derrotarem o Kraken; eles precisariam derrotar a medusa e arrancar sua cabeça. Nesse período que os heróis viajam. Perseu é sempre ajudado por Zeus, mas reluta em aceitar a ajuda do pai. O Semi-Deus é constantemente guiado pela misteriosa IO (Gemma Arterton) e assim vai desenvolvendo suas habilidades e descobrindo seu valor à medida que a história se desenrola. Tudo é tão previsível e óbvio que não precisa nem discorrer muito mais que isso para se ter idéia de como as coisas vão acontecer.

O longa é inspirado no primeiro filme de 1981 de mesmo nome e que usa a tecnologia de Stop Motion. Este filme já não era um primor, mas cumpria seu papel, porém no caso do atual nem isso é alcançado satisfatoriamente. O filme é chato quase o tempo todo, as lutas são pouco inspiradas, os momentos de êxtase são pouquíssimos e se resumem praticamente a última cena do filme. Além disso, a película sofre demais de inconsistência, alterna bons e maus momentos, principalmente tecnicamente e em termos de produção. Coisa, aliás, deveras incoerente para um filme desse calibre, pois contou com orçamento gordo, mas aparentemente muito mal aproveitado, um pecado. Nem mesmo Ralph Fiennes e Liam Neeson salvam, pois aparecem pouco e estão muito caricatos e Sam Worthington não consegue entregar o mesmo nível de interpretação de Exterminador do Futuro 4 ou mesmo Avatar.

O resultado final de Fúria de Titãs é fraco. Os defeitos técnicos sobrepujam qualquer outro momento mais divertido e bem feito durante a apresentação. O figurino do filme é péssimo e muito mal construído, por quase todo o tempo existem erros crassos de edição e composição de cenário que ficam evidentes terem sido feitos totalmente por computador. Os atores parecem pouco afinados com as coreografias, tudo é quase um desastre. O roteiro é porcamente construído e não dá nem para dizer que há algum desenvolvimento de tão corrido é como os eventos discorrem. Se não fosse o Kraken e sua aparição no final a coisa ficaria complicada para o filme. Ainda assim é possível que muitas pessoas ignorem tudo isso e consigam encontrar momentos divertidos em Fúria de Titãs. Só não percam tempo e dinheiro indo assistir em 3D.

Intensidade da força: 4,0

2 opiniões sobre “Fúria de Titãs”

  1. ahahahahaha, eu estava ignorando as críticas e apostando no filme, realmente perdi a aposta. Engraçado que nos mitos, Hades ajuda a Perseu a derrotar medusa e que Perseu casa com Andrômeda!!! Ainda tento entender o que Io tem haver com a história de Perseu o.O

    Bom, concordo com tudo, inclusive com o comentário do figurino que estava péssimo, parecia de um seriado qualquer, ahahah, nem divertido foi muito.

    Valeu Bill, excelente avaliação! Um abraço,

    1. AAHAH! Pois é Reiner! Eu fui um dos que tentou ignorar as críticas e até imaginei que o filme não fosse ser tão fraco, mas me surpreendi negativamente.

      Valeu pelo comentário e bem-vindo ao novo PowerCinema!

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