A Hora do Pesadelo

Título Original- A Nightmare on Elm Street
Título Nacional- A Hora do Pesadelo
Diretor- Samuel Bayer
Roteiro- Wesley Strick/Eric Heisserer
Gênero- Terror
Ano- 2010

– A versão 2 do Freddy…

Freddy is back! Sim! E ele não está de volta apenas como uma mera idéia revivida da mesma forma como foi pensada há quase 30 anos. Ele está mais dark, mas louco, mais impressionante. Nesse novo filme que é uma refilmagem do clássico do gênero horror dos idos de 1984 e que marcou a longa vida de uma das melhores e mais icônicas séries de horror dos cinemas, Freddy volta encarnado por Jackie Earle Haley e faz jus ao que todos já tinham percebido desde que viram o Rorschach de Watchmen. O cara lembra o clássico imortalizado por Robert Englund e questionado por alguns fãs de Jackie conseguiu ficar a altura do original. Não, igual, mas melhor. O “novo” Freddy é um upgrade bem-vindo a um desgastado e mal encaixado Kruger para os anos 2000. Muito bom para seu tempo, mas inadequado para o atual. Essa nova roupagem dada ao personagem vem para melhor e pode ser o frescor que faltou noutras refilmagens recentes de filmes de horror que ficaram muito mal feitas recentemente (Sexta Feira 13, Halloween e Massacre da Serra Elétrica).

O filme já começa bombando, a mil por hora, com o nosso querido mestre dos pesadelos arrasando sua primeira vítima nos primeiros minutos de película. Esse evento apenas abre as portas para a sucessão de fatos que ligam os adolescentes a uma história do passado que encobre segredos aterrorizantes. As pessoas de uma pequena cidade e que vivem na pacata rua Elm estão tendo sonhos iguais. Elas sonham com um sujeito vestindo uma roupa vermelha de listras com uma garra de pequenas facas no lugar de uma das mãos e que as persegue nos sonhos. O mais impressionante é que se as pessoas morrerem no sonho, morrem na realidade. Esse é Freddy Kruger e ele fará de tudo para ter sua “vingança”, ou simplesmente se divertir um pouco com a desgraça alheia.

Nesse longa a característica pastelão do original é um pouco deixada de lado e o filme adota um ar mais sério que dá muito mais fidelidade à personagem. Vá lá que os sustos são previsíveis que dão dó e que mesmo com essa nova imagem o personagem de Freddy não é lá tão assustador porque ainda que mais sério ele não deixa o jeito se perder totalmente. Krueger continua brincando e gozando suas vítimas com piadas macabras e um senso de humor perverso e doentio muito mais chocante do que o original. Algumas pessoas questionam isso, mas a verdade é que fica melhor assim. Hoje em dia a antiga fórmula não cola mais.

Os jovens vão sendo atacados e mortos 1 a 1 até que a jovem Nancy (Rooney Mara) se junta a outro amigo, Quentin Smith(Kyle Gallner), para juntos tentarem desvendar o mistério dos sonhos conectados que tinham e quem poderia ser aquele sujeito que os atacava. Quando investigam, eles descobrem terríveis segredos dos pais, mas que irão se provar ainda mais impressionantes a medida que se aproxima o final do longa. O filme mantém uma narrativa rápida, mas constante e sem perder o foco, as mortes ficaram um pouco apressadas e como contam os eventos do passado ficou meio corrido também, mas nada grave. Até porque é em A Hora do Pesadelo 2 que a história fala mais de Freddy ainda antes do acidente que o matou queimado.

O que se vê ao final de A Hora do Pesadelo é um filme sólido de um gênero totalmente decadente já faz alguns anos e que vive de um ou outro expoente de algum valor como Arrasta-me para o Inferno ou Madrugada dos Mortos. Ainda que o filme venha sofrendo “horrores” com a crítica especializada ele se trata do melhor feito nessa nova onda de refilmagens e por larga margem. O novo Freddy é melhor que o antigo e o filme em si é até melhor que o primeiro. A Hora do Pesadelo nunca foi um primor, aliás como a grandíssima maioria de filmes de horror, mas diverte no que se propõe e é exatamente isso que essa nova versão faz. Há muitas chances de termos as outras continuações refeitas e seria muito bom, especialmente a Hora do Pesadelo 2 e 3 que são melhores ou tão bons quanto o 1. Então se você é fã da história ou apenas curte um filminho sombrio de vez em quando, dê uma chance para A Hora do Pesadelo. Você não vai se arrepender.

Intensidade da força: 7,0

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