O Lobisomem

Título Original- The Wolfman
Título Nacional- O Lobisomem
Diretor- Joe Johnston
Roteiro- Andrew Kevin Walker/David Self
Gênero- Terror/Suspense
Ano– 2010

– Não mete medo, mas é bem feito…

Lobisomem é um filme que tenta meter medo, mas não consegue isso uma vez sequer, pelo menos não comigo. O novo filme que traz Benicio Del Toro na pele de Lawrence Talbot tenta dar um novo vigor a um dos mitos mais intrigantes da história contemporânea. Nesse longa nós temos alguns pontos interessante que se destacam frente a outras tentativas de contar a mesma história, mas infelizmente, mais uma vez a tentativa tem mais deslizes do que acertos. Você saberá porque nas próximas linhas.

Lawrence Talbot é filho de um aristocrata na Inglaterra do século 19 que repentinamente é surpreendido pela carta da noiva do seu irmão informando de sua morte. Lawrence é um ator e participava daquelas peças teatrais que interpretavam histórias de Shakespeare e era relativamente famoso. Havia muitos anos, aparentemente, que Lawrence não visitava sua família e as relações estavam bastante distantes com seu pai Sir John Talbot (Anthony Hopkins). Ao chegar à mansão da família no condado de Blackmor ele rapidamente percebe que durante sua ausência tudo havia se deteriorado bastante ao redor da propriedade da família. Intrigado pela morte estranha de seu irmão Lawrence resolve investigar mais a fundo o que teria acontecido de fato na noite do incidente.

É a partir desse ponto que ele se envolve com uma lenda local a respeito de um estranho animal que matava as pessoas em determinados dias e que deixava marcas totalmente incomuns para os padrões de qualquer outro espécime que vivia naquela região. Quando ele encontra o corpo do irmão fica aterrorizado com o estado e resolve ir mais a fundo no mistério. Conduzido a um acampamento cigano ele entra em contato com uma espécie de sábia anciã do grupo que o alerta para se afastar, porém já era tarde demais, na mesma noite a criatura ataca o grupamento e Lawrence resolve dar uma de herói a despeito de todos estarem sendo morto impiedosamente pela estranha criatura. Ele então é atacado pelo que seria o lobisomem e só não é morto porque pessoas chegam e impedem o feito.

Alguns dias após o acontecido, Lawrence que fora mortalmente ferido está miraculosamente recuperado e desperta desconfiança dos locais com sua rápida restauração. Ele passa então a ser perseguido, mas seu pai os impede, no entanto algo dentro dele estava realmente diferente e quando a lua cheia aparece acontece a transformação. Ele agora também é um lobisomem tal como temiam e tem a mesma voracidade e sede de sangue do outro que o havia “amaldiçoado”. O que ele não esperava era a repentina mudança na atitude do pai que de um instante para o outro o entrega as autoridades, lideradas pelo chefe da Scotland Yard Abberline (Hugo Weaving), para ser objeto de estudo e passa por infindáveis torturas num manicômio.

O filme tecnicamente não é ruim, mas não é nenhum primor. A tão alardeada transformação que pretendia elevar a outro patamar a imagem do lobisomem realmente ficou bem feita e convincente, o problema é a pós-transformação. Ficou péssimo! Destoante mesmo do momento da transformação, em que claramente usaram computação, enquanto após transformado deixaram para ser feito pela maquiagem, mas não ficou bom. O aspecto “tosco” é inferior ao do filme Lobisomem Americano em Paris e diminuiu muito a boa impressão deixada durante a transformação. O filme ainda contém deslizes de continuidade e edição, durante a transição de algumas cenas, como na fuga do manicômio, e a história que permeia os eventos ficou muito rasa e forçada, especialmente o romance entre Lawrence e Gwen Conliffe (Emily Blunt, que lembra muito Marion Cotillard).

O resultado final do filme fica apenas como médio, não é o filme que alardeou que seria, tampouco é fracasso. Não convence como filme de terror, nem como suspense, consegue ter bons momentos nas cenas de carnificina do lobisomem e durante as transformações. A personagem de Benicio Del Toro é muito apática e não convence, ainda mais a criação do romance com a recém viúva Gwen. Ainda sim para quem curte o gênero meio “gore” e com alguma tosquidão poderá encontrar bons momentos em O Lobisomem e se divertir. É o típico filme passa tempo, sem grandes pretensões que se for assistido com essa mentalidade poderá sim valer o ticket para sua sessão. Boa diversão!

Intensidade da força: 6,0

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