Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Título Original- Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief
Título Nacional- Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Diretor- Chris Columbus
Roteiro– Craig Titley/Rick Riordan
Gênero– Aventura/Fantasia
Ano- 2010

– Percy Jackson e o ladrão de histórias…

Quando soube que o Chris Columbus ia ser o responsável pela adaptação do livro de Percy Jackson e o Ladrão de Raios tive um calafrio. O diretor responsável pelos 2 primeiros Harry Potter é um péssimo diretor e já tinha mostrado toda sua capacidade de destruir tudo que toca, assim como Uwe Bowl ou Paul W.S Anderson. A questão é que mesmo em Harry Potter a mutilação não foi tão terrível quanto o que fizeram com o pobre Percy Jackson. Um filme que tinha tudo para ser um ótimo substituto de Harry Potter e com o tempo até conseguir filmes de melhor qualidade que seu semelhante mais famoso, agora está morto e enterrado. É difícil imaginar se haverá um segundo filme, pois com a completa distorção da história nesse primeiro e o desempenho fraco nas bilheterias é bem difícil que o estúdio libere uma sequência.

Como eu posso começar a escrever sobre esse filme? Bem, é um filme feito para quem não leu o livro além disso, se trata de uma obra totalmente voltada para o público infantil, bem pequeno mesmo, já que muitos aspectos mais detalhados da mitologia, bem como os relacionamentos dos personagens foram totalmente podados para facilitar o acesso do filme a um público mais abrangente, porém o resultado não podia ter ficado pior. O filme é fraco por si só, mesmo que não fosse uma adaptação de um livro ou algo do tipo. É um filme típico de “sessão da tarde” que não vale o ticket do cinema, nem o aluguel de um DVD, nem mesmo a espera que saia num payperview de tv fechada ou um Telecine Premium da vida. É aquele filme que você só deveria perder seu tempo vendo naquela tarde ociosa de Sexta ou Sábado quando passa os canais da tv a esmo.

É difícil imaginar como o autor do livro deixou passar tamanha aberração à sua obra. Olha, se J.K Rowling já não gostava do que vinham fazendo com seu Harry Potter fico imaginando o que Rick Riordan vai pensar ao ver o resultado do seu livro adaptado à telona. É digno de infarto! Vergonha, raiva, frustração, decepção e qualquer outro sentimento que remonte a algum tipo de tristeza humana. Essa deve ser a primeira vez que os meus leitores vão ver uma crítica tão desapontada de minha parte, nem mesmo nos meus piores pesadelos (e olha que tenho cada um!) eu conseguiria imaginar que poderiam fazer isso com a obra de Percy Jackson. O filme ficou muito parecido com as atrocidades que o Uwe Bowl faz com seus filmes e isso dá um grande dó de se ver, haja vista que temos uma fonte que poderia render algo muito bom quando adaptado.

O longa conta a história de Percy Jackson (Logan Lerman) um jovem meio problemático e pouco enturmado que tem sua vida virada ao avesso ao descobrir que é filho do Deus Poseidon. Na história existe a idéia de que os deuses gregos vivem entre nós até hoje e quando algum desses deuses se relaciona com um mortal nasce um semi-deus. Esse é Percy Jackson. Ele descobre isso de repente quando é atacado sem razão por quem pensava ser sua professora de inglês. Ela simplesmente se transforma num monstro e o ataca sem dó nem piedade, a partir de então começam suas aventuras. Ele descobre que alguém roubou o raio mestre de Zeus e que pensam que foi ele quem o fez. Percy então tem que reaver essa arma até o solstício de verão para evitar que a fúria de Zeus recaia sobre a Terra numa luta entre Deuses.

O jovem embarca então numa aventura ao lado de Annbeth (Alexandra Daddario) e Groover (Brandon T. Jackson), respectivamente a filha de Atena e um sátiro. Eles terão que enfrentar toda sorte de perigos como o Minotauro, a Medusa (Uma Thurman), Hidras e outros seres mitológicos a fim de impedir que tal guerra entre deuses aconteça. É nesse espírito que o longa se desenvolve bem leve, sem maiores pretensões. Seria um típico filme nota 4,5 ou 5,0 aqui no nosso Power Cinema, mas em vista de sua condição de adaptação não dá para ignorar isso, ainda mais da forma como foi feita.

Traçando mais uma vez um breve paralelo com Harry Potter, nesse caso se percebe que existem cortes, às vezes graves, em certas situações da história e acontecimentos, mas não se muda a história central e os eventos de grande importância da história original. Agora, pensem em Percy Jackson e imaginem que apenas usaram os nomes dos personagens e… nada mais? Isso mesmo! Só os nomes, já que nem semelhança com os personagens originais descritos no livro, os atores trazidos para interpretar seus papéis possuem. Nada, absolutamente nada mais do livro está presente. Personagens importantes foram omitidos, vilões foram mudados, aspectos da trama foram sumariamente deletados, tudo foi mutilado ou alterado de uma maneira tão grotesca que chega até ser difícil conceber para quê fizeram o filme então. Não dá para encontrar uma resposta. O que se sabe é que ficou péssimo.

Apenas informando alguns pontos para os que não leram o livro se situarem. O vilão do livro não é o personagem apresentado no longa ,no livro ele é apenas um comandado e não mestre das ações. Não existe a aparição de Perséfone no livro então já imagine que a cena dela simplesmente foi inventada. Com que propósito? Vai saber! Perguntem para o Chris Columbus e Criag Titley. Existem inúmeros personagens importantes que foram descartados como Ares e sua filha Clarisse, sem falar que muitas passagens fundamentais foram completamente omitidas ou simplesmente alteradas. Um completo desrespeito com o leitor, com o autor e até mesmo com a própria pessoa do diretor. Em suma, se você leu o livro e mesmo depois de ter lido essa resenha quiser assistir a Percy Jackson vá preparado para ter boas doses de irritação e frustração. Sem dúvidas esse foi o pior filme que já fui ver no cinema e receberá o título bomba atômica do Power Cinema! Fujam!

Intensidade da força: 1,0

2 opiniões sobre “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”

  1. POis é. É aquela história. Se você não leu o livro pode até achar o filme divertidinho, mas se leu… será quase impossível gostar de alguma coisa no filme. Eu realmente nao recomendo.

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