Um Olhar do Paraíso

Título Original- The Lovely Bones
Título Nacional- Um Olhar do Paraíso
Diretor- Peter Jackson
Roteiro- Fran Walsh/Philippa Boyens
Gênero- Suspense/Drama/Fantasia
Ano- 2009

– Uma beleza de se olhar…

Mais um bom filme para a galeria de Peter Jackson. O diretor acerta mais uma vez e dessa foi com Um Olhar do Paraíso. Ótimo drama com toques de suspense que estreiou há pouco tempo em terras tupiniquins. Apesar de não ter sido tão bem aceito como se esperaria, o filme é bom sim e mesmo com a alteração feita com relação à obra original na cena do estupro da garota que protagoniza a história, isso não tira o brilho. Sou da opinião que a retirada da cena foi de extremo bom gosto da parte de Peter e que não interferiu de forma alguma na maneira como se cria o elo dos personagens com o espectador. Continue lendo Um Olhar do Paraíso

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Título Original- Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief
Título Nacional- Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Diretor- Chris Columbus
Roteiro– Craig Titley/Rick Riordan
Gênero– Aventura/Fantasia
Ano- 2010

– Percy Jackson e o ladrão de histórias…

Quando soube que o Chris Columbus ia ser o responsável pela adaptação do livro de Percy Jackson e o Ladrão de Raios tive um calafrio. O diretor responsável pelos 2 primeiros Harry Potter é um péssimo diretor e já tinha mostrado toda sua capacidade de destruir tudo que toca, assim como Uwe Bowl ou Paul W.S Anderson. A questão é que mesmo em Harry Potter a mutilação não foi tão terrível quanto o que fizeram com o pobre Percy Jackson. Um filme que tinha tudo para ser um ótimo substituto de Harry Potter e com o tempo até conseguir filmes de melhor qualidade que seu semelhante mais famoso, agora está morto e enterrado. É difícil imaginar se haverá um segundo filme, pois com a completa distorção da história nesse primeiro e o desempenho fraco nas bilheterias é bem difícil que o estúdio libere uma sequência. Continue lendo Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Guerra ao Terror


Título Original- The Hurt Locker
Título Nacional- Guerra ao Terror
Diretor– Kathryn Bigelow
Gênero– Guerra/Drama
Ano- 2008
– Quantas indicações!

Além da certa surpresa por ter conseguido tantas indicações, ainda me deparo com a “novidade” de que o filme é, de fato, de 2008. Quantos percalços esse filme não deve ter corrido para conseguir ser indicado. Curioso. O filme é uma obra que pretende redefinir como se fazem filmes de guerra, com uma abordagem mais pessoal, menos focada na ação, buscando tratar os sentimentos daqueles envolvidos num conflito desse estilo. É verdade que por isso Guerra ao Terror consegue seu maior mérito e mereceria sim algum prêmio por conta dessa capacidade de ousar. O que não dá para engolir muito bem é a supervalorização com a penca de indicações para um filme que apesar de ter seus méritos possui muito mais defeitos que qualidades. Continue lendo Guerra ao Terror

Fim da Escuridão

Título Original– Edge of Darkness
Título Nacional- Fim da Escuridão
Diretor- Martin Campbell
Roteiro- William Monahan/Andrew Bovell
Gênero- Policial/Ação/Drama
Ano- 2010


– Nas trevas, mas de volta…

Mel Gibson voltou! Bom, pelo menos por enquanto. Os planos do ator/diretor/dono de estúdio não devem ter mudado tanto, mas parece que ele irá voltar a fazer alguns filmes atuando vez por outra. É o que acontece em Fim da Escuridão filme policial “machão” estrelado por Mel. Nesse filme ele interpreta o policial Thomas Craven que tem sua filha assassinada de forma repentina logo após um reencontro de alguns anos. Daí por diante já dá para imaginar como será o desenrolar do filme, mas não se assustem pela temática batida. O filme conta com bons momentos e é bem cadenciado não ficando bobo ou cansativo por conta da história já muito contada.

Thomas é um policial comum, respeitado no seu departamento e que vive sozinho no momento, mas que não cansa de se lembrar dos momentos felizes que passou com sua filha na época da sua infância. O filme começa daí justamente para criar aquele elo com o espectador e fazê-lo ingressar na história junto com o personagem. Depois de alguns anos de separação, aparentemente por conta de trabalhos e estudos, Emma Craven (Bojana Novakovic) volta para visitar seu pai, mas alguma coisa não está certa com ela. Antes de poder contar qualquer coisa ao pai, Emma é assassinada de forma muito rápida, enquanto os culpados fogem rapidamente. Atordoado, Thomas não consegue juntar nada inicialmente, mas segue a investigação do crime.

Ele é conduzido então ao endereço do namorado de Emma, Burnham (Shawn Roberts) e é recebido de forma muito suspeita. É a partir desse momento que o pai de Emma começa a ficar mais intrigado e suspeitar que seu assassinato não fora um acaso, um erro de alvo, como ele imaginara, mas, na verdade quiseram matar sua filha mesmo. Assim começa toda uma perseguição que vai incomodar pessoas importantes que nunca se podia pensar. Craven é visitado por Jedburgh (Ray Winstone) que é o responsável pelas ações de “limpeza” para o governo nesse tipo de caso, porém algo estava incomodando o próprio Jedburgh e então ele resolve ficar vendo as coisas se desenrolarem.

Com liberdade para agir Thomas começa a desvendar mais e mais do mistério sobre a morte da filha e é levado a uma trama que envolve o governo dos EUA e uma empresa de pesquisa nuclear muito importante e que detinha vínculos próximos com o governo. O filme conta com várias alfinetadas ao governo, como falcatruas políticas, armações de órgãos de segurança nacional, interesses privados armamentistas e toda a espécie de coisa suja que circula nesse meio. Há uma ótima crítica de como eles manipulam o povo da maneira que querem quase todo o tempo o que mostra também todo um inconformismo que paira na sociedade americana acerca desse tipo de comportamento. Fico imaginando como um filme desses seria recepcionado por aqui, visto que Tropa de Elite teve toda uma onda de rejeição por parte de certos setores e até mesmo da opinião especializada em cinema sobre um possível “exagero” em sua condução.

Por esses e outros aspectos o filme Fim da Escuridão tem seus méritos e consegue prender ainda que retrate uma história banal o que só reforça a ideia de que com um bom roteiro é possível sim ainda se criar boas tramas, basta uma dose de coragem, um bom elenco, em suma uma equipe que acredite naquilo que está produzindo. Todavia, assim como o longa tem seus bons momentos, as partes ruins também estão lá e são bem chatinhas, diga-se de passagem. Thomas faz o típico “vingador”, mas que já não cai tão bem com a figura de Mel Gibson. Sem falar das coisas absurdas como a impressionante leniência para com suas ações durante toda sua investigação, mostrando um despreparo que se sabe não ter qualquer compatibilidade com a realidade. Graças a Deus a equipe conseguiu ter coragem de dar um final digno ao filme, se não a coisa seria muito ruim.

Então é isso. Se você gosta de filmes do estilo “policial honesto e pacato tem sua vida virada ao avesso por morte familiar injusta e inexplicável” irá encontrar muita diversão em Fim da Escuridão. Apesar do papel não ser mais ideal para Mel Gibson isso não tira tanto o brilho, pois ainda dá para ver que ele continua sabendo interpretar e faz certas cenas terem graça unicamente por sua presença forte e capaz. Engraçado como o gênero anda fraco ultimamente justamente por causa disso e tenha que se apelar para um ator já mais velho para conseguir um balanço minimamente aceitável entre as cenas de ação e as que precisam de mais interpretação. Será que essa “crise” do gênero irá perdurar por muito mais tempo? Só vivendo para saber…

Intensidade da força: 7,0

Amor sem Escalas

Título Original- Up in the Air
Título Nacional- Amor sem Escalas
Diretor- Jason Reitman
Roteiro- JasonReitman/Ivan Reitman
Gênero- Comédia/Drama/Romance
Ano- 2009

– Uma viagem no ar sem muito brilho…

Assim como O Leitor, Amor sem Escalas é a bola da vez no Oscar 2010. É impressionante como a Academia sempre dá um jeito de enfiar um filme do gênero no meio. Esse é a vez do filme de Jason Reitman. Tal qual O Leitor (que é mais dramático, mas também tem mais romance) Amor sem Escalas é um filme superestimado no meio, que não tem nada de tão especial para concorrer a tantos prêmios como foi indicado, especialmente a nova indicação de George Clooney. Tudo bem que não precisa ser sempre um papel dramático para levar um ator ao Oscar (Robert Downey Jr. já provou isso, assim como Johnny Depp), agora um papel normal, sem nenhum brilho como foi o de Clooney no filme também não deveria valer tanto. Comentários a parte sobre os méritos do filme estar no Oscar 2010 ou não vamos ao que interessa. Continue lendo Amor sem Escalas

Invictus

Título Original- Invictus
Título Nacional– Invictus
Diretor- Clint Eastwood
Roteiro– Anthony Peckham/John Carlin
Gênero– Biografia/Drama
Ano- 2009

– Mais uma história cativante…

Motivo de desconfiança de alguns críticos e pessoas do business do cinema, os filmes de Clint Eastwood já começam a ganhar traços estereotipados, muito por conta da repetição de determinados elementos em todos os seus filmes, principalmente depois que resolveu se dedicar mais à carreira de trás das câmeras. Em Invictus a coisa não é diferente. Ainda que se baseie numa história real o filme conta com os mesmos elementos presentes em outros longas do diretor. Por exemplo, os personagens são bastante carismáticos e emotivos sempre passando por alguma transformação comportamental que faz com que aquele que assiste se sinta emocionalmente ligado e até encantado com os representados. Essa linha escolhida por Clint causa alguma forma de resistência perante a crítica e os reflexos disso começam a se mostrar mais e mais e mais evidentes.

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