Avatar

Título Original– Avatar
Título Nacional- Avatar
Diretor– James Cameron
Roteiro- James Cameron
Gênero– Ficção/Aventura
Ano- 2009

– Ir ao cinema nunca mais será a mesma coisa...

Ao sair da sessão de Avatar, seja em 3D, Imax ou no tradicional formato a impressão é que estamos vivendo a história do cinema dando mais um passo adiante tamanha evolução na forma de apresentação desse filme que já nasce clássico. É claro que assistir esse filme no formato 3D ou, ainda melhor, no Imax deixa a experiência ainda mais rica e impressionante, pois os efeitos tridimensionais estão além de tudo já mostrado antes, sem falar na evolução tecnológica do formato CG que não pode nem mais ser assim chamado tendo em vista a qualidade extrema que foi atingida com este filme. Após uma década de preparação, de aguardo para que a tecnologia chegasse a um ponto que a viabilidade do filme não fosse algo proibitivo James Cameron mais uma vez rompe a barreira, faz história, marca o mundo do cinema assim como fez com Terminator 2 e Titanic. O novo parâmetro para produções nesse estilo é Avatar. O novo marco de qualidade gráfica foi demarcado e demorará a ser superado. Podem aguardar que George Lucas vai usar a tecnologia nos próximos Star Wars e talvez possamos ver o encerramento da mais famosa saga do cinema.

Avatar é tudo que sempre se imaginou que fosse ser, tudo que sempre se duvidou que ele pudesse alcançar, tudo que James Cameron provavelmente sempre desejou. Um show visual, um espetáculo que só quem assistir poderá entender o que significa. É de impressionar sim, de cair o queixo, é para abalar as estruturas. A torcida que fica agora é que o filme alcance uma bilheteria suficiente que pague os gastos e gere um lucro que anime os estúdios a apoiarem uma continuação que é a ideia base de Cameron desde sempre. Pelo andar da carruagem o filme vem bem nas bilheterias confesso que um pouco abaixo do que eu gostaria, mas que não gera uma expectativa baixa, haja vista que as impressões vêm sendo altíssimas e mesmo que o longa não tenha sido arrebatador no seu debute de fim de semana americano, ao menos se espera que mantenha um ritmo muito forte no próximo fim de semana, pois a propaganda boca a boca está sendo muito positiva.

Feitas as considerações iniciais falemos do filme em si. A história é uma típica aventura, mas muito movimentada, com toques críticos e mensagens muito bacanas sobre preservar a natureza e as outras culturas. O filme começa com Jake Sully (Sam Worthington) que é fuzileiro substituindo o seu irmão gêmeo que inicialmente foi o escolhido para o projeto Avatar. Ele viaja até o planeta Pandora no qual havia uma corporação interessada em se aproveitar de um minério muito importante e raro que era abundante naquele local. O problema é que havia uma raça humanoide, os Navi. Estes aborígenes se opunham a ocupação, entre outros motivos porque os humanos queriam extrair o minério a qualquer custo sem se preocupar com a preservação nem atentar para o impacto ambiental naquele lugar.

No intuito de romper essa barreira com os nativos os humanos haviam desenvolvido um projeto Avatar que consistia em controlar um corpo desses nativos desenvolvido em laboratório que permitia ser controlado remotamente pelo cérebro humano. O motivo de Jake ter sido escolhido foi esse, pois seu DNA era igual ao do irmão permitindo que o Avatar dele fosse aproveitado por Jake. Em Pandora eles conhecem a pesquisadora do projeto Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver) que não vai com a cara de Jake incialmente e também o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang) que quer se aproveitar do fato de Jake ser um fuzileiro e aprender mais sobre os nativos para abatê-los mais facilmente.

Quando conectado ao seu Avatar, Jake é tomado por um sentimento de liberdade, pois como era paraplégico e seu Avatar podia andar ele praticamente ganha nova vida e estímulo quando ingressa naquele novo corpo. Ele se envolve com a nativa Neytiri (Zoe Saldana) o que causa certo desconforto entre os demais Navi. Com o tempo Jake vai se entrosando e termina entendendo como os Navi pensavam. O tempo para que Jake se arrependa, porém, é curto e os humanos atacam os nativos antes do esperado o que termina gerando uma grande desconfiança com relação a Jake.

Alguns dos momentos que se sucedem a partir daí podem irritar algumas pessoas mais ranzinzas, pois há aquela típica história do herói que busca redenção e que tudo vai dando certo para ele até mesmo o apoio de forças sobrenaturais. Na verdade nada disso tira o aspecto grandioso do filme, pois tudo é feito de uma forma muito bacana sempre com um show de efeitos que tornam momentos banais em cenas belíssimas e cheias de encanto. O mérito de Avatar está nisso; explorar até o limite a tecnologia de forma que uma aventura simples se torne algo espetacular ajudado pelo jogo de cenas belíssimas. Esqueça os aspectos “plásticos” de outras animações em CG. O avanço, o patamar de Avatar é tão alto que ninguém conseguirá discernir o que é real do que é cena computadorizada. Alie-se a isso um show de efeitos em 3D que somam e criam ainda mais impressionismo nas cenas.

O balanço final é que James Cameron conseguiu, mais uma vez. Ele lançou um desafio, ousou ao extremo, investiu que nem louco, abusou de tudo que seria possível extrair para entregar uma produção única que alia uma história muito caprichada de aventura, com romance, intriga, sem esquecer das mensagens para um mundo melhor. O filme tem seus momentos bobos sim, mas nunca seriam suficientes para apagar a grandeza, o impacto, a genialidade de entregar uma experiência nunca antes vista num cinema. Esse é o maior mérito de Avatar. É por isso que ele deve ser aplaudido e reverenciado. É um filme novo, ousado e que não teve medo de definir um novo formato e que venceu brilhantemente na sua investida. Por mais uma vez James Cameron consegue um feito que muitos passam a vida inteira lutando e não alcançam e quem achava que ele não iria fazer mais nada na sua vida cinematográfica, se engana. Ele vem aí e desmente todos os descrentes. Um viva para Avatar e sua admirável Pandora nova!

Intensidade da Força: 10,0

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