A Verdade Nua e Crua

Título Original- The Ugly Truth 
Título Nacional- A Verdade Nua e Crua 
Diretor- Robert Luketic 
Roteiro- Nicole Eastman/Karen McCullah Lutz 
Gênero- Comédia Romântica 
Ano– 2009 

– A verdade nua e crua é…


Filmes de comédia romântica tem uma linha, uma fórmula, quase que imutável e que para que saia da vala da mediocridade é preciso uma conjuntura muito forte de aspectos como atuação, direção, diálogos, condução do roteiro (mesmo que seja o de sempre, que a forma como se desenrolem os fatos sejam muito bem articulados e consigam convencer dentro da fórmula), produção. Se algum desses ingredientes fraqueja, a qualidade desse produto já fica altamente comprometida, pois o quesito originalidade vai por água abaixo. Infelizmente A Verdade Nua e Crua segue a linha comprometida.

Protagonizado por Gerard Butler (Mike Chadway) e Katherine Heigl (Abby Richter). O filme já começa com uma premissa altamente repetida. O solteirão malvadão que entende tudo de relacionamentos e por isso sabe que nunca dão certo e a mulher boazinha, mas que nesse caso tentam dar uma travestida muito superficial de chefa durona. O solteirão até convence bem na sua proposta, mas Abby nunca consegue isso. Desde o começo já se vê que ela tem um bom coração e que sua falta de sorte em relacionamentos é pura falta de jeito, mas não decorrência de algum reflexo de uma possível frieza.

Na outra ponta temos Mike que é um apresentador de um programa de variedades que trata de relacionamentos e que, neste programa, ele tenta mostrar uma série de motivos e situações que levariam ao fracasso disso. Partindo desses erros ele tem uma teoria “própria” na qual resulta simplesmente numa completa esculhambação de tudo e que se busque nada mais que o prazer nas relações. Simples assim. Grosseirão, mas com certo charme, ele segue uma linha muito batida neste tipo de trama, mas que tem sua carga aliviada pelo fato de suas falas serem tão escrachadas que realmente fazem rir. Aliás, toda risada do filme se concentra nisso, raramente Abby protagonizará algum momento hilário como tentam sugerir no trailer do longa. Contudo, isso ainda é pouco para agregar valor à película.

A história é rasa como sempre, mas o que agrava mais as coisas é que a forma como tudo é conduzido é de uma previsibilidade cabal. No início eles se odeiam e depois, sem muito motivo, começam a gostar um do outro sem saber. Inclusive, Mike ao final quando tenta explicar porque gosta de Abby joga fora qualquer chance de nexo nesse sentimento. A questão não é racionalizar as coisas, mas tratar com um pouco mais de cuidado a história. Fica tudo parecendo meio jogado como se já que todo mundo sabe que eles vão ficar juntos para que perder tempo elaborando um relacionamento? A questão é que eles mesmos se embolam no que pensam, quando mostram, em certos momentos, alguns traços de Mike em comum com Abby.

O filme tem aqueles defeitos clássicos de toda comédia romântica, mas tem momentos bons, com piadas infames, mas que divertem mesmo assim, de tão escrachadas que são. Tudo isso salva o aspecto “comédia” da trama, mas esqueceram de trabalhar um pouco a outra ponta do gênero (o romance) e, por isso, ficou uma aresta com ponta. Ainda assim o filme vale o ingresso num dia de promoção do cinema e é uma boa pedida para se ver acompanhado, como é de costume neste tipo de filme. Então, se você quer um filminho simples, mas com certa qualidade pode encontrar isso em A Verdade Nua e Crua. Só não vá esperando um filmaço que aí então, suas esperanças não serão desperdiçadas. Boa diversão!
Intensidade da Força: 5,5

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