G.I Joe: A Origem de Cobra

Título Original- G.I Joe: The Rise of Cobra
Título Nacional- G.I Joe: A Origem de Cobra
Diretor- Stephen Sommers
Roteiro- Stuart Beattie/David Elliot
Gênero- Ação
Ano- 2009
– Na linha de Transformers…
O filme em questão segue a mesma linha de Transformers, portanto, isso já pode ser um motivo para algumas pessoas não quererem assisti-lo. Apesar das semelhanças (foco no visual, interpretações abaixo da média para alguns atores) os filmes tem diferenças. Gi-Joe não se parece tanto com Transformers, pois a história é focada em humanos e isso já aproxima um pouco mais do público, dá uma percepção de maior veracidade, pois os conflitos vividos são familiares. A história é mais elaborada que a de Transformers e melhor conduzida. O propósito para as ações apesar de banais são mais bem justificados em Gi-Joe do que em Transformers. Feita esta apresentação inicial tratemos do filme em si.
O longa se baseia na linha de brinquedos que depois iria virar desenho animado que fez muito sucesso nos anos 80 e início dos 90 aqui no Brasil e pelo mundo. Se trata de uma história familiar para quem viveu nessa época e traz curiosidade para se ver como ficaria transposto para a tela do cinema. O momento para um longa de Gi-Joe não podia ser melhor, num momento em que se buscam idéias novas para os filmes, nada mais seguro do que se apoiar numa marca que com certeza atrairá um bom público aos cinemas, nem que seja por curiosidade. O filme não ficou ruim. Isso é importante dizer, pois o que se tem de fracassos nesse tipo de situação não se tem como contabilizar. A produção está na média tomando por base uma idéia que foi feita para um público infantil, para quem não conhece não vá esperando um filme fiel a nada, até porque não é essa a intenção.
Tudo começa com um grupo de soldados americanos que ficam encarregados de uma carga de uma nova arma que teria um poder destrutivo imenso e que ainda permitia um controle total sobre sua capacidade de destruição por parte de quem a obtivesse. Seria uma espécie de nano robôs que poderiam fazer de tudo praticamente, bastando apenas um comando de quem o tivesse (surreal, não?). Os soldados são emboscados por uma força inimiga desconhecida, mas que apresenta uma tecnologia muito avançada e são facilmente derrotados, nessa pequena batalha aparece um outro grupo que também conta com uma boa tecnologia e consegue parar tais inimigos desconhecidos. Estes últimos eram os Gi-Joe e os primeiros viriam a ser os Cobras. O filme conta como os Cobras surgem e isso ficou até que bem escrito, avaliando as dimensões que tem como molde para tal estória.
Os únicos sobreviventes desse embate inicial foram os soldados Duke (Channing Tatum) e Ripcord (Marlon Wayans), logo de início Duke reconhece entre os Cobras uma antiga conhecida a Baronesa (Sienna Miller), porém não entende o que havia causado sua mudança de atitude. Levados ao quartel do Joe, Duke e Ripcord conseguem uma oportunidade de ingressar no grupo. Passado o teste inicial eles então iriam partir para recuperar a maleta que continha as ogivas com os “nanomites” as quais os Cobras haviam conseguido reaver. Por incrível que pareça, essa cena é um dos furos de roteiro do longa. Como uma base super avançada e especializada é facilmente assaltada por meia dúzia de Cobras? Sem explicação. Eles apenas entram lá facilmente e conseguem a maleta com os “nanomites”.
Durante a caça aos inimigos os Joe descobrem de forma patética que quem estava por trás do plano de roubo da maleta era o mesmo que a criara Christopher Eccleston (McCullen/Destro), isso ficou muito mal feito também porque não houve nenhum pouco de apuro em pelo menos se dar uma explicação menos infantil para a descoberta. Eles simplesmente sacaram do nada. O que leva a outra questão; Por que não haviam descoberto antes do roubo? Percalços que ainda sim não comprometem tanto o desenrolar do longa, mas já mostram o pouco cuidado com detalhes não tão pequenos assim. Enquanto caçam seus inimigos os Joe testam uma roupa super avançada que amplifica as capacidades do ser humano. A cena é a melhor do filme, apesar de ainda assim possuir alguns errinhos de edição, direção e continuidade.
Como visto, o filme não é um apuro técnico. Possui problemas em todos os setores, assim como seu semelhante Transformers. O grande problema de Gi-Joe é que tais probleminhas são em maior número e ainda contam um agravante, a péssima atuação do escolhido para protagonizar o filme, Duke. Esse cara é ruim demais e é incapaz de demonstrar qualquer lampejo de sentimento durante as cenas, nem que fossem de ação, fúria, alegria ou qualquer coisa. Até o sorriso do cara é forçado. Benza Deus! Os demais atores estão na medida, mas fazem sempre aquele estereótipo manjado. Ripcord faz o engraçadinho, mas pelo menos sabe ser responsável quando preciso. Heavy Duty (Adewale Akinnuoye-Agbaje) faz o truculento, mas que no fundo tem um bom coração. Scarlett (Rachel Nichols) é séria, mas que sente atração pelo engraçadinho. Os personagens Joe podem ser bobos, mas ao menos os Cobras são interessantes; Baroness é interessante até o momento que se descobre porque ela age daquele jeito, Mccullen é o típico vilão, mas não fica estereotipado, enquanto The Doctor (Joseph Gordon-Levitt) também dá uma dose de mistério a trama. Por fim os ninjas dão aquele toque diferente e dinâmico que desafoga todo aquele militarismo tecnológico que às vezes pode saturar.
O que se pode dizer de Gi-Joe é que se trata de um filme na média, mas que diverte muito nos seus bons momentos. As cenas de ação são interessantes em sua maioria, pois apresentam todo aquele aparato tecnológico criativo que faz nossa imaginação voar, apesar de alguns escorregões, isso não chega a comprometer o pacote como um todo. É um filme muito bom para se assistido despretensiosamente. Tal aspecto pode agradar alguns e a outros nem tanto, mas nem sempre se tem a oportunidade de se ver uma produção de boa qualidade desse tipo. Normalmente ficam sempre caricaturadas e desse mal G.I Joe: A Origem de Cobra não sofre. Bom divertimento!
Intensidade da força: 6,0

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