Transformers: A Vingança dos Derrotados

Título Original- Transformers: Revenge of the Fallen
Título Nacional– Transformers: A Vingança dos Derrotados
Diretor- Michael Bay
Roteiro- Ehren Kruger/Roberto Orci
Gênero– Ficção/Ação
Ano- 2009

– Mudando de Assunto…

Infelizmente abro essa resenha de um dos filmes mais aguardados do ano de uma forma que jamais imaginei. Tamanha a irritação que me tomou nos últimos dias ao ler a respeito do filme de fontes “especializadas”. É curioso ver sites de respeito como o “rotten tomatoes” atrubuir míseros 21% (isso até agora!) a Transformers 2, enquanto The Hangover, filme que vi o trailer apenas, mas já percebi que não é digno dos ótimos 78% que estão sendo atribuídos no mesmo site.

Por que acontece isso? O que leva a tamanha má vontade ao assistir um filme? Preconceito? Expectativas exageradas? Não saber do que se trata? Na verdade, se trata de uma soma de tudo isso. Transformers 1 causou furor quando lançado devido aos efeitos especiais extraordinários e sons de qualidade impecável. O que mudou para o 2? Nesse ponto? Nada! O fato é que, inclusive, melhorou, mas o que acontece com as análises em geral? Esculacho.

Em diversos sites nacionais que analisaram o filme se anunciou que há uma exaltação ao exército americano exarcebada, que o filme tem defeitos de continuidade que atrapalhariam a experiência, que a história é péssima, que as atuações são tristes, em suma, que o filme seria completamente descartável. Aviso: “Não meçam o filme pelo que o geral anda comentando. Vão ao cinema e tirem suas conclusões por si. Esse é o principal recado.” Dito isso continuemos.

O problema de filmes como Transformers é que as pessoas vão assistir ao filme com expectativas equivocadas. Sinceramente? Assistir à Transformers esperando um espetáculo de roteiro, direção, interpretação, efeitos visuais, sons, produção à semelhança de um Senhor dos Anéis é pedir demais, convenha-se. Será então que os críticos não sabem disso? Parece que não. Por isso talvez Michael Bay esteja tão decepcionado com a repercussão do filme no meio “especializado”. As pessoas não estão vendo o filme como ele é. Um filme para divertir visualmente e impressionar nos detalhes nesse sentido tão somente. É um filme raso? Óbvio! Quem exige mais do que um bom filme de ação de Transformers é no mínimo ignorante. O filme baseia-se num desenho dos anos 80 sobre robôs! Como se pode extrair algo mais disso? Não é possível. O que se vê é que se extraiu muito de Transformers tomando por base sua própria fonte inspiradora.

O filme é intenso o tempo inteiro, os robôs aparecem com muito mais frequência nesta sequência, na verdade eles roubam a cena. Então eu volto ao tema anterior. Como criticar negativamente o filme por isso? É no mínimo ir assistir Batman e querer ver Wolverine. Poxa! É um filme de robôs! Os robôs são os astros sim! Os humanos estão lá para compor cenário e história, mas o palco principal é deles! Diminuir o filme porque aparece robô demais, esculachar o filme porque Mikaela (Megan Fox) e Sam (Shia Labeouf) não convencem como par romântico é o cúmulo! Não é para convencer, pessoas! Eles estão lá para compor! Como composição eles cumprem sua missão na medida.

O que leva então a mídia especializada a tratar Transformers diferentemente? Talvez esperar algo como Dark Knight ou Homem de Ferro. Tenha dó! Estes são figuras com décadas de histórias para serem contadas, diferentemente de uma série animada para crianças que contou com poucas temporadas e alguns longas animados para o cinema. É uma estupidez e ignorância sem tamanho que não podem ser perdoados e deve ser dito sim. Não me considero dono da verdade, respeito quem não curtiu o filme por não fazer seu estilo, óbvio. O que não posso entender é condenarem o filme pelos motivos que condenam, pois simplesmente são motivos vazios que não se adéquam à proposta do filme. É o mesmo que esperar de uma comédia romântica um final dramático com o casal principal morrendo no final. Não será mais comédia romântica será drama romântico então.

Ao assistir Transformers não perca o foco. Veja o filme no que ele se propõe e no que ele é. Um filme de ação/ficção voltado ao impressionismo visual com um pano de fundo raso (pois sua fonte é assim) que apenas serve de pretexto para todo aquele espetáculo. É isso. Feito esse arco de explicações, infelizmente necessário nessa situação, vamos ao filme em si.

Na trama atual, os Autobots estão na Terra ajudando o exército americano a deter os últimos Decepticons que restaram do primeiro filme. Sam está indo para a faculdade tenta retomar uma vida normal. Se passaram 2 anos desde os eventos do primeiro longa. Acidentalmente, Sam toca num pedaço do cubo que ainda restou em sua casa e toda a informação de uma fonte de energia imprescindível aos cybertronianos é transferida para sua mente. Neste momento, os decepticons estão se organizando novamente para buscar essa fonte que está perdida em algum canto da Terra. “The Fallen” é o líder dos decepticons da vez, deixando Megatron (que volta à vida graças a um fragmento do cubo roubado do exército) em segundo plano. Mais uma vez ressalte-se. O desenho original é assim!

Os decepticons partem numa perseguição a Sam, enquanto os autobots tentam detê-los, nessa briga Optmus morre. Ainda sim restava esperança de acharem a tal fonte e para isso Sam tenta encontrar um dos robôs ancestrais que estariam na Terra até então. Esse robô é Jetfire. Ele explica que a energia (energcon) tem o poder de impedir a deterioração dos componentes dos robôs, mas que para isso precisava da energia do Sol, ou seja, destruiria a Terra. Nessa história eles descobrem que Optmus pode ser ressuscitado pela chave que ativaria a máquina que extrai a energia do Sol e partem em sua busca (momento Indiana Jones do filme).

A sequência de eventos é redundante de dizer, mas o que interessa é que o filme tem batalhas espetaculares e muito melhor dirigidas que no primeiro filme. O temor da “famosa câmara tremida” de Bay não ocorre com a mesma frequência nesse longa, na verdade quase não acontece, reforçando a teoria desse que vos escreve de que o motivo era mais financeiro que incapacidade do diretor. Devastator está incrível, tudo bem, aparece menos do que gostaria-se (mas imaginem aquele robô gigante em tela por muitos minutos? Quanto de dinheiro?) o que importa é que o Devastator não é derrotado pelos gêmeos como um famoso site nacional especializado anunciou em sua resenha. Ele é destruído por um tiro de uma arma poderosíssima disparado de um porta-aviões.

O filme tem problemas técnicos sim. A cena deles indo em busca da chave da Matrix é confusa e mal composta sim. O roteiro é fraco em determinados momentos pela inclusão de situações que não se adéquam à trama (como o romance de Sam e Mikaela). A atuação não compromete, como alguns insistem em dizer. A exaltação ao exército americano não é nada demais, já se viu coisa muito mais insuportável por aí. No restante, o filme cumpre seu papel de divertir e fazer as pessoas viajarem a época de crianças e delirarem com os “robozões” se transformando para lá e para cá com um detalhamento impressionante! É para isso que se vai ao cinema ver Transformers e não para assistir um “plot” altamente estilizado. Isso não é desculpa para um roteiro com furos, mas é escusa sim para um roteiro profundo, pois não há como fazê-lo sem fugir da fonte inspiradora. Resumindo, o filme é ótimo no que se propõe a fazer e se você leitor quer ter algumas horas de diversão não perca a chance de assistir ao filmão de ação mais visual do ano!

Intensidade da força: 8,0

6 opiniões sobre “Transformers: A Vingança dos Derrotados”

  1. AEE DEMAO!!!

    É aquele lance o filme tem um tipo de proposta que pode não agradar a todos, como foi seu caso.

    Olhando por este lado eu consigo entender uma pessoa que não goste do filme, mas os motivos levantados por muitos por aí fora não tem nenhum sentido. Isso daí que me deixou chateado.

    Abraços e valeu pelo comentário!

  2. Achei divertidinho o "Chichêformers", mas infelizmente está na minha lista dos filmes que não vejo a hora que acabem…do tipo "tá tá…matem os bandidos logo vai!!! go go go!"

  3. Pois é Pedrim. O filme tem que ser visto dentro da perspectiva adequada, caso contrário vai ficar com uma impressão equivocada.

    Obrigado pelo comentário e volte sempre!

  4. Só não concordo mais porque se sua casa não tiver um baita home cinema vai comprometer o visual que é o ponto forte do filme.

    Até mais!

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