Minhas Adoráveis Ex-Namoradas

Título Original- Ghosts of Girlfriends Past
Título Nacional- Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
Diretor– Mark Waters
Roteiro– John Lucas/Scott Moore
Gênero-Comédia/Romance
Ano-2009

– De novo…

Como todo filme de comédia romântica Minhas adoráveis ex-namoradas não foge à risca. Tem a mesma estrutura de roteiro, com um começo alegre e cheio de piadinhas infames sobre homens esculachando mulheres e mulheres fazendo papel de bobas. Aliás, está para aparecer tipo de filme que mais degrine o sexo feminino do que estes. Isso é simples, em 90% destes filmes as mulheres sempre fazem papel de boba caem nas mesmas conversas de sempre dos homens e depois são descartadas e ficam choramingando pelos cantos. Daí bate o arrependimento no cara e ele faz tudo de novo com a escolhida com a diferença de que não vai mais abandoná-la. A mulher vai lá e pumm! Problema resolvido. Todos vivem felizes para sempre e é o fim.

Não é à toa que ultimamente noto em toda sessão desse tipo de filme (sempre recheadas de casais) 1 ou 2 casais que se retiram da sala no meio do filme, por não suportar a gozação constante sempre com um ar de certo menosprezo. Tópicos a parte destacados, de volta ao filme em si. Connor Mead (Matthew McConaughey) é um típico garanhão “ricão” e ainda fotógrafo de ensaios sensuais (quer coisa melhor?) que tem todas as mulheres mais lindas à sua disposição. Ele cumpre sua missão de satisfazê-las sempre com muita dedicação e elas adoram. O problema é que depois de algum tempo ele as abandona deixando-as na rua da amargura.

Connor tem um motivo para esse comportamento tão insensível, no entanto. No passado ele teria sido “traído” por sua amiga de infância Jenny Peroti (Jennifer Garner) na festa de formatura do colegial. Ela teria “ficado” com outro ao invés dele, daí em diante ele promete não mais sofrer por mulheres, mas continua, lá no fundo, amando Jenny. O tempo passa e seu irmão e (único) amigo Paul (Breckin Meyer) está se casando e nessa festa que coisas estranhas irão acontecer. De repente Connor recebe a visita do fantasma do seu tio Wayne (Michael Douglas) que quer ajudá-lo a mudar seu conceito sobre as mulheres e fazê-lo ser realmente feliz. Esse é o ponto que todos esperam no filme, mas também onde temos as maiores derrocadas.

O garanhão iria fazer uma retrospectiva de sua vida durante a noite conduzido por outros fantasmas na tentativa de evitar o “futuro” trágico que o esperava se continuasse a viver daquela forma. Então, Connor revê todas as suas aventuras passadas com mulheres (entre elas Jenny) na tentativa de “se tocar”. No início a coisa não surte o efeito desejado, incentivando ainda mais Connor, mas depois começa a apelação e ele tem um ataque de consciência virando um bom moço no final e voltando com o verdadeiro amor de sua vida. É isso.

Existe uma piada aqui e outra acolá que diverte, mas a sucessão de clichês insuportáveis durante a viagem ao passado de Connor dá nos nervos de tão forçosamente melosa sempre apelando de forma até idiota em alguns momentos. O casal romântico do filme não tem muita conexão, na verdade o casal secundário, representado por Paul e Sandra (Lacey Chabert) tem uma representação melhor. A continuidade não é das piores, mas não é nada espetacular, de fato o pretexto perfeito para cortes e pulos de cena é perfeito (sai do sonho e volta à realidade, mas às vezes fica desconexo sim). O tema do filme não podia ser mais previsível e para piorar isso na tentativa de dar um toque de ironia e comédia terminaram apelando demais para os estereótipos do homem cafajeste, da mulher santinha ou da mulher vulgar e do homem redimido. O filme vale para passar o tempo nesses dias de marasmo de filmes bons nos cinemas e só se você for um cinéfilo de carteirinha, caso contrário vá fazer outra coisa.

Intensidade da Força: 4,0

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