Transformers indo bem, apesar de tudo.

Correndo na esteira do sucesso do primeiro, aproveitando-se do forte marketing, aventuras desmioladas agradam o público geral. Digam o que quiserem os haters de Transformers 2 o que importa é que o filme mandou muito bem na estreia.

Se vai manter o ritmo forte nos próximos fins de semana é outra história, mas que com certeza será a primeira grande bilheteria do ano não há dúvidas.

A minha expectativa é que o filme alcance números bem expressivos. Creio que chegue aos 400 milhões nos EUA e 900-1bi no mundo. Se isso realmente se concretizar Transformers vai se firmar como franquia forte e altamente rentável na atualidade substituindo o espaço deixado por Piratas do Caribe que está de recesso indefinido.

Transformers: A Vingança dos Derrotados

Título Original- Transformers: Revenge of the Fallen
Título Nacional– Transformers: A Vingança dos Derrotados
Diretor- Michael Bay
Roteiro- Ehren Kruger/Roberto Orci
Gênero– Ficção/Ação
Ano- 2009

– Mudando de Assunto…

Infelizmente abro essa resenha de um dos filmes mais aguardados do ano de uma forma que jamais imaginei. Tamanha a irritação que me tomou nos últimos dias ao ler a respeito do filme de fontes “especializadas”. É curioso ver sites de respeito como o “rotten tomatoes” atrubuir míseros 21% (isso até agora!) a Transformers 2, enquanto The Hangover, filme que vi o trailer apenas, mas já percebi que não é digno dos ótimos 78% que estão sendo atribuídos no mesmo site.

Por que acontece isso? O que leva a tamanha má vontade ao assistir um filme? Preconceito? Expectativas exageradas? Não saber do que se trata? Na verdade, se trata de uma soma de tudo isso. Transformers 1 causou furor quando lançado devido aos efeitos especiais extraordinários e sons de qualidade impecável. O que mudou para o 2? Nesse ponto? Nada! O fato é que, inclusive, melhorou, mas o que acontece com as análises em geral? Esculacho.

Em diversos sites nacionais que analisaram o filme se anunciou que há uma exaltação ao exército americano exarcebada, que o filme tem defeitos de continuidade que atrapalhariam a experiência, que a história é péssima, que as atuações são tristes, em suma, que o filme seria completamente descartável. Aviso: “Não meçam o filme pelo que o geral anda comentando. Vão ao cinema e tirem suas conclusões por si. Esse é o principal recado.” Dito isso continuemos.

O problema de filmes como Transformers é que as pessoas vão assistir ao filme com expectativas equivocadas. Sinceramente? Assistir à Transformers esperando um espetáculo de roteiro, direção, interpretação, efeitos visuais, sons, produção à semelhança de um Senhor dos Anéis é pedir demais, convenha-se. Será então que os críticos não sabem disso? Parece que não. Por isso talvez Michael Bay esteja tão decepcionado com a repercussão do filme no meio “especializado”. As pessoas não estão vendo o filme como ele é. Um filme para divertir visualmente e impressionar nos detalhes nesse sentido tão somente. É um filme raso? Óbvio! Quem exige mais do que um bom filme de ação de Transformers é no mínimo ignorante. O filme baseia-se num desenho dos anos 80 sobre robôs! Como se pode extrair algo mais disso? Não é possível. O que se vê é que se extraiu muito de Transformers tomando por base sua própria fonte inspiradora.

O filme é intenso o tempo inteiro, os robôs aparecem com muito mais frequência nesta sequência, na verdade eles roubam a cena. Então eu volto ao tema anterior. Como criticar negativamente o filme por isso? É no mínimo ir assistir Batman e querer ver Wolverine. Poxa! É um filme de robôs! Os robôs são os astros sim! Os humanos estão lá para compor cenário e história, mas o palco principal é deles! Diminuir o filme porque aparece robô demais, esculachar o filme porque Mikaela (Megan Fox) e Sam (Shia Labeouf) não convencem como par romântico é o cúmulo! Não é para convencer, pessoas! Eles estão lá para compor! Como composição eles cumprem sua missão na medida.

O que leva então a mídia especializada a tratar Transformers diferentemente? Talvez esperar algo como Dark Knight ou Homem de Ferro. Tenha dó! Estes são figuras com décadas de histórias para serem contadas, diferentemente de uma série animada para crianças que contou com poucas temporadas e alguns longas animados para o cinema. É uma estupidez e ignorância sem tamanho que não podem ser perdoados e deve ser dito sim. Não me considero dono da verdade, respeito quem não curtiu o filme por não fazer seu estilo, óbvio. O que não posso entender é condenarem o filme pelos motivos que condenam, pois simplesmente são motivos vazios que não se adéquam à proposta do filme. É o mesmo que esperar de uma comédia romântica um final dramático com o casal principal morrendo no final. Não será mais comédia romântica será drama romântico então.

Ao assistir Transformers não perca o foco. Veja o filme no que ele se propõe e no que ele é. Um filme de ação/ficção voltado ao impressionismo visual com um pano de fundo raso (pois sua fonte é assim) que apenas serve de pretexto para todo aquele espetáculo. É isso. Feito esse arco de explicações, infelizmente necessário nessa situação, vamos ao filme em si.

Na trama atual, os Autobots estão na Terra ajudando o exército americano a deter os últimos Decepticons que restaram do primeiro filme. Sam está indo para a faculdade tenta retomar uma vida normal. Se passaram 2 anos desde os eventos do primeiro longa. Acidentalmente, Sam toca num pedaço do cubo que ainda restou em sua casa e toda a informação de uma fonte de energia imprescindível aos cybertronianos é transferida para sua mente. Neste momento, os decepticons estão se organizando novamente para buscar essa fonte que está perdida em algum canto da Terra. “The Fallen” é o líder dos decepticons da vez, deixando Megatron (que volta à vida graças a um fragmento do cubo roubado do exército) em segundo plano. Mais uma vez ressalte-se. O desenho original é assim!

Os decepticons partem numa perseguição a Sam, enquanto os autobots tentam detê-los, nessa briga Optmus morre. Ainda sim restava esperança de acharem a tal fonte e para isso Sam tenta encontrar um dos robôs ancestrais que estariam na Terra até então. Esse robô é Jetfire. Ele explica que a energia (energcon) tem o poder de impedir a deterioração dos componentes dos robôs, mas que para isso precisava da energia do Sol, ou seja, destruiria a Terra. Nessa história eles descobrem que Optmus pode ser ressuscitado pela chave que ativaria a máquina que extrai a energia do Sol e partem em sua busca (momento Indiana Jones do filme).

A sequência de eventos é redundante de dizer, mas o que interessa é que o filme tem batalhas espetaculares e muito melhor dirigidas que no primeiro filme. O temor da “famosa câmara tremida” de Bay não ocorre com a mesma frequência nesse longa, na verdade quase não acontece, reforçando a teoria desse que vos escreve de que o motivo era mais financeiro que incapacidade do diretor. Devastator está incrível, tudo bem, aparece menos do que gostaria-se (mas imaginem aquele robô gigante em tela por muitos minutos? Quanto de dinheiro?) o que importa é que o Devastator não é derrotado pelos gêmeos como um famoso site nacional especializado anunciou em sua resenha. Ele é destruído por um tiro de uma arma poderosíssima disparado de um porta-aviões.

O filme tem problemas técnicos sim. A cena deles indo em busca da chave da Matrix é confusa e mal composta sim. O roteiro é fraco em determinados momentos pela inclusão de situações que não se adéquam à trama (como o romance de Sam e Mikaela). A atuação não compromete, como alguns insistem em dizer. A exaltação ao exército americano não é nada demais, já se viu coisa muito mais insuportável por aí. No restante, o filme cumpre seu papel de divertir e fazer as pessoas viajarem a época de crianças e delirarem com os “robozões” se transformando para lá e para cá com um detalhamento impressionante! É para isso que se vai ao cinema ver Transformers e não para assistir um “plot” altamente estilizado. Isso não é desculpa para um roteiro com furos, mas é escusa sim para um roteiro profundo, pois não há como fazê-lo sem fugir da fonte inspiradora. Resumindo, o filme é ótimo no que se propõe a fazer e se você leitor quer ter algumas horas de diversão não perca a chance de assistir ao filmão de ação mais visual do ano!

Intensidade da força: 8,0

Minhas Adoráveis Ex-Namoradas

Título Original- Ghosts of Girlfriends Past
Título Nacional- Minhas Adoráveis Ex-Namoradas
Diretor– Mark Waters
Roteiro– John Lucas/Scott Moore
Gênero-Comédia/Romance
Ano-2009

– De novo…

Como todo filme de comédia romântica Minhas adoráveis ex-namoradas não foge à risca. Tem a mesma estrutura de roteiro, com um começo alegre e cheio de piadinhas infames sobre homens esculachando mulheres e mulheres fazendo papel de bobas. Aliás, está para aparecer tipo de filme que mais degrine o sexo feminino do que estes. Isso é simples, em 90% destes filmes as mulheres sempre fazem papel de boba caem nas mesmas conversas de sempre dos homens e depois são descartadas e ficam choramingando pelos cantos. Daí bate o arrependimento no cara e ele faz tudo de novo com a escolhida com a diferença de que não vai mais abandoná-la. A mulher vai lá e pumm! Problema resolvido. Todos vivem felizes para sempre e é o fim.

Não é à toa que ultimamente noto em toda sessão desse tipo de filme (sempre recheadas de casais) 1 ou 2 casais que se retiram da sala no meio do filme, por não suportar a gozação constante sempre com um ar de certo menosprezo. Tópicos a parte destacados, de volta ao filme em si. Connor Mead (Matthew McConaughey) é um típico garanhão “ricão” e ainda fotógrafo de ensaios sensuais (quer coisa melhor?) que tem todas as mulheres mais lindas à sua disposição. Ele cumpre sua missão de satisfazê-las sempre com muita dedicação e elas adoram. O problema é que depois de algum tempo ele as abandona deixando-as na rua da amargura.

Connor tem um motivo para esse comportamento tão insensível, no entanto. No passado ele teria sido “traído” por sua amiga de infância Jenny Peroti (Jennifer Garner) na festa de formatura do colegial. Ela teria “ficado” com outro ao invés dele, daí em diante ele promete não mais sofrer por mulheres, mas continua, lá no fundo, amando Jenny. O tempo passa e seu irmão e (único) amigo Paul (Breckin Meyer) está se casando e nessa festa que coisas estranhas irão acontecer. De repente Connor recebe a visita do fantasma do seu tio Wayne (Michael Douglas) que quer ajudá-lo a mudar seu conceito sobre as mulheres e fazê-lo ser realmente feliz. Esse é o ponto que todos esperam no filme, mas também onde temos as maiores derrocadas.

O garanhão iria fazer uma retrospectiva de sua vida durante a noite conduzido por outros fantasmas na tentativa de evitar o “futuro” trágico que o esperava se continuasse a viver daquela forma. Então, Connor revê todas as suas aventuras passadas com mulheres (entre elas Jenny) na tentativa de “se tocar”. No início a coisa não surte o efeito desejado, incentivando ainda mais Connor, mas depois começa a apelação e ele tem um ataque de consciência virando um bom moço no final e voltando com o verdadeiro amor de sua vida. É isso.

Existe uma piada aqui e outra acolá que diverte, mas a sucessão de clichês insuportáveis durante a viagem ao passado de Connor dá nos nervos de tão forçosamente melosa sempre apelando de forma até idiota em alguns momentos. O casal romântico do filme não tem muita conexão, na verdade o casal secundário, representado por Paul e Sandra (Lacey Chabert) tem uma representação melhor. A continuidade não é das piores, mas não é nada espetacular, de fato o pretexto perfeito para cortes e pulos de cena é perfeito (sai do sonho e volta à realidade, mas às vezes fica desconexo sim). O tema do filme não podia ser mais previsível e para piorar isso na tentativa de dar um toque de ironia e comédia terminaram apelando demais para os estereótipos do homem cafajeste, da mulher santinha ou da mulher vulgar e do homem redimido. O filme vale para passar o tempo nesses dias de marasmo de filmes bons nos cinemas e só se você for um cinéfilo de carteirinha, caso contrário vá fazer outra coisa.

Intensidade da Força: 4,0

O Exterminador do Futuro 4: A Salvação

Título Original- Terminator Salvation
Título Nacional- O Exterminador do Futuro 4: A Salvação
Diretor- MCG
Roteiro- John D. Brancato/Michael Ferris
Gênero- Ação/Ficção
Ano- 2009

– Na média

Quase tudo em Terminator pode ser avaliado como na média: a produção, a direção, as atuações (tirando a de Sam Worthigton) e o roteiro. O filme não é a bomba anunciada por alguns meios de comunicação de análises, como vinha sendo dito por aí. É muita má vontade às vezes com certas produções. Terminator sofre desse preconceito.

O filme remonta ao futuro, pós Terminator 3, mas antes passa leve período na época do 3 para contar um pouco sobre Marcus Wright (Sam Worghtinton). Na volta ao futuro de John Connor (Christian Bale) tem-se a resistência lutando contra as máquinas da Skynet, num planeta já desolado pela constante perseguição dos autômatos. Continue lendo O Exterminador do Futuro 4: A Salvação