Sim, Senhor

Título Original- Yes Man
Título Nacional- Sim Senhor
Diretor- Peyton Reed
Roteiro- Nicholas Stoller/Jarrad Paul
Gênero- Comédia
Ano- 2008

-Sim! É divertido!

Não é que “Yes Man” vale à pena? Um filme que pode enganar à primeira vista dando a impressão de se tratar de um “O Mentiroso” ao contrário é mais que isso e, apesar de lembrá-lo, tal semelhança é superficial. O filme tem uma abordagem bem distinta do último.

É bom ver Jim Carrey (Carl Allen) fazendo um filme de comédia ao seu estilo novamente, depois de um bom tempo sumido, seu último filme que vi no cinema foi “Todo Poderso“, apesar de “As aventuras de Dick e Jane” ser mais recente. Realmente deve ser difícil para um ator com algum amor próprio pelo que faz se contentar em ser apenas ator de um estilo e que, ainda mais, esse estilo não é tão reconhecido e venerado quanto outros. Esse é o caso de Jim Carrey que por algumas vezes já se aventurou em filmes de outros estilos, mas que não vingaram. A questão é que o estereótipo de ator fraco = ator de comédia (no caso de filmes americanos) não se aplica a ele e espero que ele consiga compreender isso.

O filme conta a história de um bancário responsável por analisar casos de pessoas que precisam de empréstimos que está solteiro (divorciado) e desiludido com a vida e por causa dessa situação tem uma posição pouco otimista frente às coisas fazendo com sempre se negue a realizar os fatos. É nesse marasmo e sem perspectivas de melhora que um velho amigo de Carl, Nick (John Michael Higgins) o reencontra por acaso e lhe comenta sobre os ótimos efeitos da doutrina do “Sim” em sua vida, Carl resolve conferir.

Ao se deparar com o auditório lotado, Carl pensa que todos ali são loucos e não dá muita bola. Há muita gozação nessa parte às pessoas fanáticas por determinadas causas que levam tudo a “ferro e fogo”. Depois de muito trabalho o “guru” da seita do “Sim” (Terrence Bundley, interpretado por Terrence Stamp) convence Carl e ele começa sua “nova fase”.

O problema é que Carl leva a história muito à sério (ou não) e começa a dizer sim a absolutamente tudo sem pensar nas consequências de seus atos, por sorte às coisas começam a dar certo (talvez por não terem como piorarem?) e ele passa a levar a onda ainda mais a sério. Nisso tudo ele conhece a jovem Allison (Zoey Deschanel) e começa a viver a vida que antes ele deixava passar.

O filme é mais que uma comédia com situações engraçadas e piadas interessantes aqui e acolá, há uma mensagem na filosofia do “Sim” para aqueles que são pouco otimistas e tem uma atitude negativa frente à vida deixando as coisas passarem sem vivê-las. Daí é que se pode dar um maior crédito a “Yes Man” que não é apenas mais uma comédia abobalhada, mas que procura trazer algo mais, agregar. Não é porque o filme é de comédia que deve ser imbecil e sem conteúdo. Uma boa atuação de Jim Carrey (voltando mais às suas raízes) e um roteiro seguro, o filme é uma boa experiência e vale o tempo e dinheiro investido. Não é uma obra-prima, mas é bem divertido sim.

Intensidade da Força: 7,0

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