Operação Valquíria

Título Original– Valkyrie
Título Nacional– Operação Valquíria
Diretor– Bryan Singer
Roteiro– Christopher McQuarrie/Nathan Alexander
Gênero- Drama/Histórico
Ano- 2008

– Não é que é bom?

Quebrando o gelo de cara. O filme é bom. A história é sabida, a operação falha, mas não é que os caras construíram as coisas de um modo que você fica preso? Um dos descrentes a respeito do filme é quem vos fala, mas após ver o filme não há como manter tal opinião. Fato, que alguns críticos desceram a lenha no longa em vários sentidos, comentando que não consegue prender, não tem ação, mas há muita má vontade às vezes o que impede de se ver melhor as coisas. Isso ocorre com Valquíria. Até o trailer do filme não convence muito, mas depois da primeira 1/3 parte o filme deslancha e aí as coisas ficam boas.

A história se passa na Alemanha de Hitler, no fim da 2ª Guerra Mundial, havia insatisfação de diversos setores do alto escalão político e militar com os rumos que guerra tinha tomado e as decisões de Hitler cada vez mais não se justificavam e o medo de que numa possível derrota dos alemães o país ficasse manchado para sempre com má reputação assombrava alguns e estes não queriam que isso ocorresse. Daí os insatisfeitos começavam a se organizar de alguma forma para derrubar O Fuhrer, mas obviamente as coisas não eram nada fáceis.

Nesse contexto histórico surge um homem que tinha essa paixão pela Alemanha (país) e que conseguia vislumbrar que Hitler já não mais fazia as coisas para o bem do povo germânico, mas sim dele próprio e sentia vergonha disso. Há uma clara mensagem no filme de que havia alemães que sabiam que aquilo que era feito durante a guerra era errado e há um grande esforço em se mostrar isso muitas vezes. O homem era o Coronel Stauffenberg (Tom Cruise), mutilado num dos ataques aliados, ele perdera uma mão, um olho e 2 dedos da outra mão. É a esse homem que os demais chefes do alto escalão do exército estavam insatisfeitos com Hitler iriam terminar cedendo e entregando todas as esperanças de um plano que derrubasse o Fuhrer.

Contanto com a ajuda de outros Generais e alguns políticos eles tinham o plano de criar uma situação em que Hitler tivesse sido vítima de um assassinato, mas que esse assassinato havia vindo de algum membro próximo (SS ou Gestapo), para, com isso, criar o cenário perfeito de tentativa de golpe e poder acionar o exército de reserva que iria ser usado de marionete por eles na neutralização da SS e Gestapo, essa era a Operação Valquíria, resumidamente. O plano era bem feito, de fato, mas precisava de um nível de entrega enorme daqueles homens envolvidos, pois se falhassem a morte era certa. Nesse temor foi que residiu o fracasso do plano, infelizmente.

No momento crucial em que seria preciso uma ação rápida dos demais Generais houve hesitação e isso, fica claro, levou a uma brecha que foi suficiente depois para que Hitler (que escapou do atentado armado por eles) conseguisse uma forma de virar a situação a seu favor. A narrativa do filme nesses momentos é muito bem construída e não leva ao enfado, os momentos são conduzidos com cadência suficiente (não ficam nem corridos, nem arrastados) e isso contribui para que o telespectador fique constantemente atento e esperando os acontecimentos seguintes. O filme pode ser definido em 3 partes; 1- o plano; 2- desenvolvendo o plano; 3- fechamento do plano. A parte mais difícil de assistir é a primeira, pois é muito focada na “politicagem”, mas depois percebe-se que é vital para o entendimento das ações dos demais componentes do grupo no final.

O filme conta com uma boa direção de Bryan Singer (conhecido por conduzir os filmes de X-Men e Superman Returns) o roteiro fez um grande trabalho de conseguir desenvolver uma trama com final definido de forma que não ficasse enfadonha. O elenco do filme conta com nomes de respeito como Tom Wilkinson (General From) e Terence Stamp (General Beck), sem falar em Bill Nighy (General Olbricht) todos tendo interpretações sólidas. Quanto a Tom Cruise, bom, vale mais por sua participação num filme mais sério do que por uma boa interpretação sua, na verdade, não que ele esteja ruim, longe disso, mas ainda não dá para dizer que foi um de seus melhores trabalhos.

No final é isso, Operação Valquíria é um filme sólido, bem construído que deve ser mais bem visto, pois deu um baita trabalho de fazer, não só pelo tipo de produção, mas pelo tema que envolvia já ser sabido do seu final e que consegue sim ser bem definido na sua proposta (retratar aquele evento histórico de forma convincente) e não ser um filme de ação ou de suspense. Atentem ao gênero do filme antes de assistir caros críticos! Até a próxima!

Intensidade da Força: 8,0

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