O Leitor

Título Original- The Reader
Título Nacional- O Leitor
Diretor- Stephen Daldry
Roteiro- David Hare/Bernhard Schlink
Gênero- Drama/Romance
Ano- 2008

– Um filme sólido…

Indicado em 5 categorias no Oscar (com Kate Winslet concorrendo para melhor atriz), O Leitor é um filme bem composto, com um bom casting, boas atuações dos atores, com uma história sólida que não peca conseguindo evitar bem a armadilha do clichê e de ser piegas que normalmente acompanham filmes do estilo Romance. Ainda retrata um período interessante da história que apesar de batido é bom ser relembrado se contado da uma boa maneira como ocorre com O Leitor.

Nesse filme centrado nas figuras de Michael Berg (Ralph Fiennes) e Hanna Schmitz (Kate Winslet) a história se passa nos tempos pós segunda guerra, mas que no decorrer da história se remonta ao período do conflito. Por se passar com o palco mais voltado na Alemanha (Berlim) o filme se volta ao papel desempenhado por este país na guerra. No momento inicial do filme temos Michael ainda adolescente (David Kross) seguindo sua vida no país que se reestruturava do conflito, dividido nas 2 partes.

É nesse cenário que ele conhece a intrigante e misteriosa Hanna Schmitz ,que ao ajudá-lo certo dia que passava mal na rua, termina se envolvendo logo depois que fica bom da estranha doença. Se passando numa fase de sua vida na qual ele tinha 15 anos e Hanna provavelmente na casa dos 30 eles desenvolvem um estranho relacionamento de pouca conversa e muita “ação”, além do estranho interesse que Hanna tinha que Michael sempre lesse alguns livros de escola para ela. À medida que o tempo passava, mais Michael lia para Hanna e ele até que gostava daquele estranho hábito dela.

Subitamente como entrara na vida de Michael, Hanna sai, sem dar aviso ou deixar rastro. O jovem fica desolado, mas consegue tocar sua vida. Quando já estava superando (já na faculdade) o abandono repentino de Hanna, muito tempo atrás, e dando uma chance a uma nova garota eis que Hanna reaparece de uma forma muito inusitada. Era a época dos famosos julgamentos públicos por crimes de guerra e Hanna estava no banco dos réus. Chocado por aquilo tudo, Michael fica mais uma vez perdido e é nesse dilema que filme se centra na sua segunda metade.

O filme conta com um roteiro muito sólido que conta o amor da juventude com alguém mais velho sem maquiagens ou “bobagenzinhas” costumeiras neste tipo de filme (claro que há a ressalva da estranheza de Hanna) na qual há muita “ação” e pouca conversa em que Hanna é a típica “instrutura” amorosa de Michael. A interpretação do David Kross é boa e comentar o trabalho de Ralph Fiennes é cair no comum. Kate está bem no personagem que é marcado mais pelas expressões de desempenho do que por falas cheias de entusiasmo.

O Leitor é um bom filme dentro de sua categoria e merece os prêmios a que concorre. Paira no ar ainda a dúvida se, finalmente, Kate levará o Oscar, o certo é que sua hora é mais que chegada e Meryl Streep já não precisa mais tanto de uma estatueta quanto Kate, sem falar no estilo do personagem. Apesar de ainda não ter visto “Doubt” nota-se que o papel de Meryl é mais intenso do que o de Kate que faz uma personagem retraída e amarga, mas que não expressa o que sente, diferentemente de Meryl. Seria mais interessante um Oscar para um personagem diferente também nesse sentido. Não é um filme de romance bobinho e nisso reside a qualidade de O Leitor, então, se quer ver algo diferente no gênero este é o momento.

Intensidade da Força: 7,0

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