O Dia que a Terra Parou

Título Original- The Day the Earth Stoof Still
Título Nacional- O Dia que a Terra Parou
Diretor- Scott Derrickson
Roteiro- David Scarpa/Edmund H. North
Gênero- Ficção/Ação/Drama
Ano- 2008

– O dia que a paciência esgotou…

Além do filme não colaborar (saberá mais ao ler a resenha) ainda tive o desprazer de cair numa sessão com um público extremamente mal educado e chato o que colaborou ainda mais para agravar a situação enquanto via o filme. O filme é uma refilmagem de um clássico do final dos anos 50 que conta a história de alienígenas que vêem à Terra para salvá-la, não sabiam os humanos que era para salvá-la de nós mesmos. O mote do filme reside nisso, numa mensagem interessante sobre a destruição que causamos ao nosso planeta e que um dia o preço será cobrado (claramente há uma metáfora com o alien, ou não?).

Contando com um casting de certo respeito, Keanu Reeves (Klaatu) e Jennifer Connelly (Helen Benson), além de Beth Davis (Regina Jackson) era de se esperar algo um pouco mais trabalhado com relação ao desenvolvimento da trama. Não posso me ater às semelhanças ou não com o original, mas li que o filme atual foi um pouco alterado, mas o problema não está na história que o filme tenta contar, mas em como ela é contada e também a forma que os atores interpretam seus papéis. Há um consenso que Keanu Reeves não é nenhuma maravilha, mas o ator sabe escolher bem seus papéis (Neo, Constantine, Minemonic entre outros), desde que alcançou certo prestígio em Hollywood Keanu Reeves não cai em armadilhas de personagens ruins, porém, dessa vez, infelizmente ele não acertou. O papel do alien Klaatu é desempenhado porcamente por Reeves, numa espécie de versão milhares de vezes mais “dura” de Neo.

Como representante de uma civilização onipresente no universo, Klaatu tem a missão de verificar se os humanos merecem uma segunda chance na Terra. Logo de início ele é atacado sem nenhum motivo pelo exército e polícia, já mostrando a tendência agressiva da raça humana de “atirar primeiro e perguntar depois”, após isso os EUA (representado por Regina Jackson) tentam fazer de Klaatu um tipo de prisioneiro com o velho pretexto de estarem “defendendo seus interesses e do mundo”, como se pode notar o filme tem vários toques e críticas a comportamentos humanos em geral e nisso reside o pouco que se salva.

A personagem Helen, que é madrasta de Jacob Benson (Jaden Smith), um jovem que ainda sofre pela perda do pai e não consegue lidar bem com isso, se propõe a ajudar Klaatu e assim ele consegue fugir. Nesse interstício os militares capturaram o robô gigante que veio com Klaatu e que na verdade é aquele que irá dizimar a raça humana caso não seja dada a segunda chance. Alguns efeitos especiais aqui e acolá nas cenas em que o robô aparece ajudam a mitigar o enfadamento de uma trama mal desenvolvida e com uma atuação de chorar de Keanu.

O grande problema do filme está na atuação de alguns personagens. Enquanto Jennifer Connelly e Beth Davis desempenham sem grande brilho, mas sem maiores sobressaltos, Keanu e Jaden são o cúmulo da ruindade (com grande ênfase à Jaden). O filho de Will Smith precisa evoluir demais como ator para chegar no cheiro do chulé do dedo mindinho de uma Dakota Fanning ou do jovem Haley Joel Osment (Sexto Sentido), sem falar de outros atores mirins infinitamente melhores que ele. É insuportável ver o garoto atuando, sua inexpressão, sua completa incapacidade de convencer no que está tentando representar (um jovem problemático e que não sabe lidar com a madrasta), já Keanu tem uma atuação abaixo da sua média (que não é grande coisa) ao caricaturar demais o alien Klaatu como um ser sem emoções com apenas a diretriz a cumprir de verificar se os humanos mereciam ou não uma segunda chance. Ele se esquece de que ser “frio” não é ser inexpressivo em tela, robótico e sem qualquer traço de representação, parecia alguém lendo um texto numa aula de inglês ou português.

Por estas e outras DTP é um filme ruim que não consegue cumprir com o que se propõe (reviver o clássico e também dar novo fôlego ao estilo ficção), não consegue ser um filme de ação é uma ficção abaixo da média, pois o robô pouco aparece e tampouco é um drama convincente. O final é previsível com 1 minuto de filme e o diretor e roteirista tentam fazer uma espécie de joguinho subestimando a inteligência dos telespectadores arrastando a trama com situações totalmente desconexas. Some-se a isso uma atuação fraca de Keanu Reever e totalmente desprezível do jovem Jaden você tem uma bomba na mão difícil de jogar fora. Cuidado!

Intensidade da força: 4,5

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