Star Wars: Guerras Clônicas

Título Original- Star Wars: The Clone Wars
Título Nacional- Star Wars: Guerras Clônicas
Diretor- Dave Filoni
Roteiro- Henry Gilroy/George Lucas
Gênero- Ação/SCi-Fi/Animação
Ano- 2008
Para fãs
Quem não for fã de Star Wars com certeza irá encontrar poucos atrativos ou motivos para ir ao cinema assistir mais este capítulo da série. Agora animada, mais um ponto que pode irritar os não fãs ou fãs mais “hardcore” da história. O fato é que este Star Wars é para quem curte o universo de Star Wars e não apenas é um fã passageiro que assistiu alguns filmes ou mesmo todos, mas que não tem aquela atração de saber mais e mais sobre o universo e não somente o retratado pelos filmes.

É desse ponto que se trata este novo capítulo, contar uma história que se passa em segundo plano nos filmes. A sextologia de SW tem como referencial primário a história do jovem Anakin Skywalker e os demais eventos que circundam todo aquele universo giram em torno dele, sejam como causas de suas decisões ou mesmo conseqüências dessas decisões por ele tomadas. O que George Lucas almeja é retratar o universo de SW de forma mais inteira e que Anakin não é o centro desse universo, apesar de se tratar de peça importante na história que é contada. Por isso esse filme terá um apelo mais direcionado ao “nicho do nicho” se assim podemos descrever tal situação.

Este filme gira em torno dos acontecimentos das Guerras Clônicas entre o 2º e o 3º filme da série e que não puderam ser contados de forma mais elaborada devido às limitações impostas pelo formato tradicional cinematográfico, claramente ao se utilizar da ferramenta da animação George Lucas se desvencilha de entraves como lidar com atores, custos elevados de produção e limitação de liberdade criativa. Bem, esse último ponto é o ápice desse novo longa animado recém lançado. O que podemos ver é o universo SW sendo contado, mesmo que não seja uma grande novidade, pois se sabe que os personagens daquele momento já têm seu desfecho contado pelo filme. Há um grande espaço para que outras coisas sejam contadas (as motivações das Guerras Clônicas, como os Sith montam toda a teia que envolve os Jedis, como é o desenvolvimento de Anakin, entre outros aspectos).

Introduziu-se um personagem novo nesse cenário que é a jovem e impulsiva Ahsoka Tano que vem para ser a aprendiz de Jedi (padawan) de Anakin. A idéia do conselho Jedi é de que Anakin aprenda a lidar com suas emoções e com o sentimento de perda (no caso quando Ahsoka terá que deixar de ser sua aprendiz). A idéia é interessante, o personagem é curioso e lembra Anakin e por isso as cenas entre eles são bem engraçadas, mas a verdade é que poderia-se ter contado a história sem apelar para tamanha liberdade criativa. Exemplo disso foi como o Tartakovisk fez a série do Cartoon Network, na qual ele criou novos personagens, mas que ficaram muito encaixados na narrativa original e não se ficou com aquele senso de “deslocamento” que é sentido com a jovem Padawan de Anakin.

O filme é basicamente focado na ação e, graças aos recursos e facilidades da animação, foi possível finalmente dar aquele “ar” de grandiosidade das batalhas de SW que muitos sentiam falta recentemente. O filme tem bastante disso o que é divertido, mas também deixa o longa com uma sensação de que é “ralinho”, ou seja, não passa de 2h de guerras sem maiores motivações ou preocupações. A introdução da Padawan tentou minimizar isso, mas não conseguiu por completo. Além disso, o filme tem alguns defeitos na animação com cenários pobres e repetitivos em certas situações (vide o longo trecho da guerra inicial), as lutas apesar de terem um ar de “grandiosidade” mais forte, ainda assim, não conseguem retratar com perfeição o uso dos poderes da força, ficando aquela sensação de que se poderia ter caprichado mais também nesse sentido.

No final Star Wars: Guerras Clônicas é um bom filme de ação animado, divertido e descompromissado. Os seus defeitos de edição e produção não chegam a comprometer, mas tiram um pouco daquele “apuro” a que estávamos acostumados seja nos filmes, seja na série do Cartoon Network. Além disso, o roteiro praticamente inexistente apesar de trazer mais espaço para a ação, apenas corrobora com o fato de que ação sem alguma motivação termina ficando um pouco repetitivo. Tudo isso também pode ser amenizado, pois se trata de uma “introdução” para toda uma história que será contada sobre esse capítulo do fabuloso universo de SW. Um filme para fãs que possui mais defeitos que qualidades, mas que agrega mais à mitologia de SW na medida em que as liberdades criativas não tiram o “nexo” das coisas.

Intensidade da força: 6,0

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