Viagem ao Centro da Terra

Título Original- Journey to the Center of the Earth
Título Nacional- Viagem ao Centro da Terra
Diretor- Eric Brevig
Roteiro- Michael Weiss/Michael D Weiss
Gênero- Ação/Aventura/Fantasia
Ano- 2008

– 3D ou não 3D?

A coisa mais polêmica que deve estar rondando o filme em questão é a polêmica 3D. Nos trailers sempre foi anunciado que o filme viria em 3D. Como entusiasta das novidades fiquei curioso em ver o filme nesse formato, ignorante eu, nem sabia que a tecnologia 3D não era mais aquela do filme 3D do Freddy Gruger. Depois de me informar um pouco descobri que apenas uma meia dúzia de salas no país possuem a tecnologia necessária para passar o filme e para piorar apenas umas 2 possuem a tecnologia para passar em 3D legendado. No entanto, eu fui saber que não iria ser 3D apenas na hora de comprar o ticket da sessão. Culpa da estupidez dos veículos de comunicação de nossa cidade que alardearam que o filme seria 3D em todas as principais salas da cidade (UCI e Cinemark), talvez pensando da mesma forma equivocada que eu.

Não podendo ver o filme em 3D boa parte do “plus” e do charme esmoreceram e o desânimo bateu antes mesmo de ver o filme, pois pelos trailers notava-se que o filme era bem fraco em termos de diversão bem organizada e que de fato trouxesse algo de engraçado. Confirmado o que já imaginava com apenas 5 minutos de película, o negócio foi me conformar e assistir a todo o filme e trazer a vocês a impressão final, mesmo que não tenha sido de todo positiva.

O filme começa com Trevor Anderson (Brendan Fraser) tendo um sonho com o seu irmão e em seguida (já na faculdade que lecionava) tendo que lidar com o fechamento do seu laboratório de pesquisa por falta resultados nos seus estudos até então. Logo depois, seu sobrinho Sean Anderson (Josh Hutcherson) chega à sua casa para passar alguns dias, conversa vai, conversa vem, eles descobrem que um dos aparelhos da pesquisa de Trevor estava funcionando e que o localização coincidia com o último lugar que tinham tido notícias do irmão de Trevor. Já na Islândia eles conhecem a guia Hannah Ásgeirsson (Anita Briem) que os guiaria até o local do aparelho (uma espécie de sismógrafo).

O filme se baseia no livro de Julio Verne e conta a história de forma mais infantil e boba justamente para alcançar o público mais “família”, o problema não é esse, enfim. A questão básica é que o filme como um todo é muito fraco, circundado de péssimas atuações de Sean e Hannah e com um Trevor se salvando por muito pouco do completo fracasso. Eles não convencem em nenhum instante em nenhuma cena, seja de comédia, seja de aventura ou nos momentos de perigo e até “dramáticos” do filme. Tudo bem que nesse último não é justo se exigir um grande desempenho dramático num filme infantil, mas existe um mínimo de convencimento (a cena de Brendan lendo as últimas palavras de seu irmão para o filho (Sean) é ruim de doer).

No mais, o filme também decepciona, pois não consegue ser engraçado, as piadas são muito fracas, as cenas para rir também são muito mal articuladas e o fato do filme ter sido rodado para salas de cinema equipadas para passar em 3D fez com que o filme nos momentos 3D ficasse com um aspecto “tosco” que destoava muito dos demais cenários, mas isso não é culpa inteira do filme, mas também da ganância dos que gerenciam os cinemas em não prover (nem que fosse com uma sala por Estado) o equipamento para assistir em 3D.

Feito todo o panorama (infelizmente não muito bom) o saldo de Viagem ao Centro da Terra (3D?) não é positivo, aliás, bem longe disso, ele não consegue emplacar como um bom filme “família” e é fraco até mesmo nos parâmetros que fazem um bom filme nesse estilo (comédia, cenas de ação mirabolantes, improviso, condução dos momentos de aventura) é uma pedida pouco indicada mesmo para que gosta do gênero, mas se você já viu todos os filmes na sua cidade ou simplesmente gosta de ver uma novidade não é um completo desperdício não. Se sua cidade tem a possibilidade de ver o filme em 3D melhor ainda. Fora isso, não recomendo.

Intensidade da força: 4,5

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