Kung Fu Panda

Título Original- Kung Fu Panda
Título Nacional- Kung Fu Panda
Diretor- Mark Osborne/John Stevenson
Roteiro- Jonathan Abigel/Glenn Berger
Gênero- Animação/Comédia/Ação
Ano- 2008

– Fight!

Uma animação que foca em artes marciais, fato não muito comum em se tratando de grandes estúdios de animação. A investida da Dreamworks (Shrek, Madagascar e outros) neste sentido é bem sucedida no geral e consegue produzir um filme dinâmico e também divertido. A idéia de colocar um panda, animal grande, pesadão e pouco flexível para lutar kung fu é bem interessante e já como premissa se poderia imaginar que traria muita trapalhada e situações inusitadas para a tela e isso realmente se confirma durante todo o longa.

PO é o nome do Panda e personagem principal desse filme e ele sonha em ser um grande lutador de kung fu ao lado dos 5 lendários Tigresa, Louva-Deus, Garça, Víbora e Macaco, mas infelizmente está preso a tediosa vida de ajudante de seu pai (uma ave?) no restaurante que serve basicamente sopa de macarrão. Tudo muda no momento que chega a hora de ser escolhido o novo Dragão Guerreiro que irá lutar contra Tai Lung (tigre branco) que havia se libertado da prisão que o continha por 20 anos. Po é o escolhido para herdar o pergaminho que contém os segredos para que o lutador se tornasse o Dragão Guerreiro. Claro que até esse momento tudo acontece das formas mais loucas e atrapalhadas possíveis.

Inconformados com a escolha de PO (já que ele não sabia nada de kung fu e não se imaginava que ele conseguisse aprender devido o fato de ser um panda) os 5 lendários juntamente com o mestre Shifu tentam dissuadir Po da idéia de ser o Dragão Guerreiro, mas ele não desiste do sonho e leva todos a um grande impasse de como solucionar tudo aquilo. Com a partida do mestre Oogway (escolheu Po e era o mestre dos mestres) Shifu se vê forçado a insistir na idéia de treinar Po para que ele consiga se tornar um mestre do kung fu antes que Tai Lung chegue ao vilarejo e reivindique o pergaminho. Shifu descobre que Po tinha talento e usa essa descoberta no treinamento de PO que é um dos momentos altos do filme.

O resto é redundante ser dito, pois não se pode imaginar muita coisa num roteiro de um filme que tem um panda querendo aprender kung fu. É visível que a Dreamworks escolheu um caminho a trilhar e a sua principal rival Pixar escolheu outro completamente diferente. Enquanto temos a Dreamworks fazendo animações bem infantis focadas na comédia sem sentido e meio idiotizada a Pixar foca em animações mais encorpadas que contém mensagens mais interessantes que tocam inclusive adultos, consistindo em filmes mais elaborados e bem feitos. Não que Kung Fu Panda seja um filme ruim, mas está longe de empolgar, talvez se não tivéssemos a Pixar ou se a Pixar seguisse o mesmo enfoque da Dreamworks não víssemos tamanha disparidade e não achássemos Kung Fu Panda mais um filme bobo de animação, mas a questão é justamente essa; a Pixar está aí e impressiona cada vez mais com filmes incrivelmente bem feitos e especiais, colocando a Dreamworks num dilema existencial. Será que é melhor focar neste tipo de proposta que já está ficando muito batida, ou seria melhor focar numa nova proposta que conseguisse unir o que a Dreamworks faz de melhor, mas que contenha um pouco mais de substância? Somente os executivos da Dreamworks podem responder tal questão.

Aparentemente o que se vê é que no geral Kung Fu Panda está indo bem nas bilheterias e tem agradado a crítica até certo ponto, mas longe do alvoroço das últimas produções da Pixar como Incríveis, Ratatouille e agora Wall-e. Apesar de ainda estarem superando os filmes da Pixar em bilheteria (e isso é importante), não estão agradando tanto mais no ponto de serem realmente boas animações e é visível que chega um ponto limítrofe da Dreamworks, na verdade seus filmes vêm caindo nas bilheterias frente ao que eram antes, enquanto os da Pixar mantêm um ótimo patamar e ainda agradam aos críticos. A Pixar conseguiu o equilíbrio coisa que falta a Dreamworks no momento.

No final ficamos com a nítida impressão que já vimos as piadas de Kung Fu Panda em Madagascar, Shrek e os Sem Floresta e pelo trailer da sua nova produção “Space Chimps” é ainda mais óbvio que veremos as mesmas piadas de novo apenas com uma roupagem de fundo um pouco diferente. Já a Pixar nos agracia com filmes realmente distintos não somente nas piadas como na história e em todo o resto. Assistir uma animação da Pixar hoje em dia causa muito mais ansiedade do que assistir uma nova produção da Dreamworks e isso é uma grande pena, pois talento de sobra a Dreamworks possui bastaria apenas uma mudança de postura. Mas, será que eles querem isso? Pelo que tudo indica não. Então continuamos com filmes engraçadinhos e que pouco ou nada marcam como filmes. Kung Fu Panda é mais um.

Intensidade da Força: 6,5

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