Rambo

Título Original – Rambo
Título Nacional – Rambo IV
Diretor – Sylvester Satallone
Ano – 2008
Gênero – Ação

– O “exército de um homem só”

Ao entrarmos na sala de cinema para assistir Rambo nos deparamos com a primeira dúvida antes mesmo de ver o filme na telona. Será que teremos Stallone fazendo aquelas cenas de ação que crescemos assistindo no final dos anos 80/início dos 90?

A resposta é sim e não. Sim, veremos Stallone dando alguns piques durante o desenrolar da aventura, mas nada que se compare ao frenesi de Rambo II ou as corridas contra helicópteros de Rambo III.

Nesta nova investida de Stallone no cinema, depois da boa recepção de Rocky Balboa ano passado, Rambo ( Stallone ) está descansando na Tailândia próximo à fronteira da Birmânia que se encontra em caos por causa da guerra civil. Caçando cobras e tendo uma vida pacata(?), logo esta paz irá ser sacudida com chegada de um grupo de voluntários que querem ajudar as pessoas que sofrem com a guerra.

Inicialmente, rejeita a idéia, mas quando o convite é refeito pela personagem Sarag Miller (Julie Benz) nosso antigo soldado não resiste. O que era para ser apenas uma condução sem maiores problemas até a vila em que o grupo iria trabalhar, de cara começa a sair dos trilhos. E logo nos primeiros 20 minutos de película podemos perceber que este novo Rambo está um pouco mais visceral do que os seus antecessores.

Buscando um novo foco com esta seqüência. Stallone tentou dar o máximo de realismo às cenas de ação. Não poupou explosões de corpos, desmembramentos e outras coisas mais (cortar a garganta com os dedos?) durante o filme. Neste ponto temos que bater palmas para Stallone. Se o que ele queria era mostrar o estrago que as armas de hoje podem causar no ser humano, Rambo o faz com maestria. Não há maquiagens. Um tiro de .55 ou uma mina que explode causa exatamente aquilo que é mostrado na tela.

Isso pode desagradar aqueles que não tem muita paciência (estômago) para tanta violência. No entanto, isso também é outro ponto válido que o filme apresenta. Os horrores da guerra. A que ponto o ser humano é capaz de ir em situações extremas, como as de uma guerra, nisso Rambo também alcança sucesso.

Como Rambo, Stallone ainda consegue mostrar muito fôlego nas poucas cenas de ação as quais participa. Ele não é mais o mesmo, o ator que fará 64 anos este ano, deixa claro que os anos realmente o abateram, mas que ele ainda pode dar gás melhor que muito garoto de 30. Apesar, de dessa vez contar com a ajuda de um exército de mercenários, Stallone é o dono da tela, com poucas, mas boas doses de ação no melhor estilo “macho man” e ainda com uma dose de sadismo nos combates corpo-a-corpo.

Todavia, como ele mesmo falou quando perguntado sobre uma possível continuação, este filme encerra a história de John Rambo na telona já que mostra que o desgaste trazido pela idade inviabiliza este tipo de filme para Stallone. Ainda assim, ao final do filme, ficamos com aquela sensação de trabalho feito e que Rambo teve o desfecho digno para uma franquia de sua importância.

Intensidade da força: 7,5

2 opiniões sobre “Rambo”

    1. Obrigado pela participação e comentário Eldirene. Fico muito contente que tenha gostado. Participe sempre que quiser. A intenção é essa mesmo!

      Vou visitar seu blog sim. Um grande abraço.

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