10.000 A.C.

Título Original – 10,000 B.C.
Título Nacional – 10,000 A.C
Diretor – Ronald Emmerich
Gênero – Aventura

– O primeiro herói:

Antes de falar de 10,000 A.C falemos da minha expectativa antes de assistir o filme. Tudo começou com os primeiros trailers mostrando todas aquelas cenas majestosas e impactantes, depois vieram as tomadas com as cenas de guerra com aqueles mamutes enormes, completando com as cenas com o tigre dentes-de-sabre. Eu via aquelas cenas com muita ansiedade e pensava que finalmente estaria vendo um filme mais tranqüilo e não tão complexo como Sangue Negro, Onde os Fracos não tem Vez e Sweeney Todd. Realmente fiquei ansioso. O tempo foi passando e os trailers se repetiam, daí comecei a notar as falhas que estariam no filme dali mesmo e minhas expectativas foram diminuindo, ainda sim fui assistir 10,000 A.C, sem grandes expectativas, mas aguardando ao menos algumas boas horas de ação.

Para minha decepção o filme me frustrou também neste sentido. Andei lendo em revistas especializadas que o diretor Ronald Emmerich (Independence Day e O dia depois de amanhã) procurou economizar no elenco para sobrar mais grana nos efeitos especiais e poder trazer um espetáculo mais épico para a tela. Até aí compreendemos bem, o que não compreendemos é que como puderam escolher um casting tão ruim para fazer o filme. O ator principal encarregado de ser o “primeiro heroí” do mundo é muito ruim e não transmite qualquer emoção na tela, nem mesmo nas cenas de ação. Porém, o pior de tudo ainda estaria por vir, a atriz principal do filme que faz o par romântico com D’leh (Steven Strait) consegue ser algumas vezes pior que ele. Ao menos D’leh consegue transmitir nem que seja um fiapo de emoção em certas cenas (franzindo as sobrancelhas tentando fazer cara de mau) a sua parceira romântica Evolet (Camilla Belle, filha de brasileira) nem isso consegue. Uma interpretação pífia e risível é a da pobre aspirante à atriz de cinema. Quem sabe ela melhore e um dia possa até rir do papel desempenhado neste filme, como Mark Walbergh fez em recente entrevista na qual havia sido perguntado se havia sentido algum avanço na sua interpretação no decorrer dos anos.

Nem só de más interpretações é feito 10,000 A.C, o filme consegue se salvar realmente no quesito efeitos especiais. O trabalho realizado é impressionante e os mamutes e tigre dentes-de-sabre conseguem espantar de tão bem feitos, nível de WETA mesmo. Isso poderia ter ajudado e muito o filme surpassar as péssimas interpretações dos dois personagens principais da trama, não fosse as milhares de escorregadas de roteiro de Ronald Emmerich e Herald Kloser. Quiseram melodramatizar demais a trama e o resultado ficou péssimo no final. Como se não bastasse tudo isso, ainda tivemos um fechamento para lá de forçado que serve para estragar ainda mais um filme que nasceu com uma boa premissa.

Se 10,000 A.C serve para divertir? Se você é daqueles que não liga muito para interpretações (não liga mesmo!) poderá dar algumas risadas com os momentos áureos do casal protagonista tentando trazer emoção nas cenas, especialmente a cena final em que literalmente enchem de água os olhos de Evolet numa tentativa desesperada de tentar passar alguma emoção na cena. É possível encontrar alguma diversão em 10,000 A.C seja nos efeitos especiais dos animais, seja nas cenas que destacam as locações das filmagens.

Se você é um pouco mais criterioso e não curte efeitos especiais ou o gênero aventura desmiolada e pessimamente escrita passe longe de 10,000 A.C, candidato fortíssimo aos piores prêmios para filmes do ano.

Intensidade da força: 4,0

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